O setor de produtos veterinários registrou um crescimento de 7,8% em relação à 2006, praticamente o dobro em relação à média que vinha registrando nos últimos dois anos.

Após sofrer retração nos anos de 2005 e 2006, onde o crescimento caiu para uma média de 4% ao ano devido a problemas causados principalmente pelos surtos de febre aftosa e pela falta de crédito em algumas regiões do Brasil, o mercado de saúde animal aguarda bons negócios para 2008. Em 2007, o faturamento foi R$ 2,4 bilhões. De acordo com o Sindicato Nacional da Indústria de de Produtos para Saúde Animal (Sindan), o setor registrou um crescimento de 7,8% em relação à 2006, praticamente o dobro em relação à média que vinha registrando nos últimos dois anos.

E pegando carona nesse bom momento pelo qual o setor está passando, a divisão de saúde animal da Pfizer do Brasil, anunciou, ontem, que em 2007 a empresa passou a ocupar a liderança nesse segmento, sendo responsável por 10,4% de market share nacional, com um faturamento de R$ 253 milhões, de acordo com o Sindan. “O ano de 2007 foi excepcional para a pecuária e para o segmento das empresas especializadas em saúde animal. No caso da Pfizer, nós registramos um crescimento de 13% em relação à 2006, acima da média do mercado”, declarou Jorge Espanha, diretor da divisão de saúde animal da Pfizer.

O Brasil ocupa a terceira colocação em receita no ranking mundial do setor de saúde animal e representa 52% do total das vendas da Pfizer feitas à américa latina, sendo considerado um mercado estratégico para a empresa. “Nós investimos em 2006 cerca de US$ 291 milhões em pesquisa e desenvolvimento de novas vacinas para o setor. E a expectativa é de que se mantenha esse patamar de investimento para continuarmos na liderança”, prevê Espanha.

De acordo com a empresa, 41% das vendas são para o setor de bovinos, 40% são para os animais de companhia (os chamados pets) e 17% para os suínos.

Crescimento mantido
A expectativa é de que o mercado continue expandindo em 2008, principalmente no setor de lácteos, que deve concentrar a maior parte dos investimentos. Para Espanha, o embargo europeu à carne brasileira devido aos problemas com ratreabilidade e o esfriamento da economia americana não devem afetar o setor de bovinos devido ao grande crescimento da demanda dos países emergentes.

Um outro mercado promissor é o de animais de companhia, que para o executivo é um setor subestimado e pode ser amplamente explorado pelas empresas. “Acredito que o setor (de produtos para pet shop) esteja subestimado em pelo menos 30% devido ao uso de medicamentos humanos no tratamento dos animais”, avalia Espanha. No mundo inteiro, o mercado de produtos para saúde animal movimenta cerca de US$ 17 bilhões de dólares por ano.