Aplicação da vacina em bovinos e bubalinos de todas as idades segue até o dia 31 de janeiro em todo o Rio Grande do Sul.

Santa Maria/RS – A campanha de vacinação contra a febre aftosa, que se iniciou no dia 2 de janeiro em todo o Estado, está obtendo uma boa adesão dos produtores da região de Santa Maria, que conta com 26 municípios e uma população bovídea (bovinos e bubalinos) estimada em 1 milhão de cabeças.

As 19 inspetorias e sete postos veterinários e zootécnicos da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Agronegócio na região central estão em fase de distribuição das 327 mil doses de vacina subsidiada pelo Governo do Estado, além de liberar as autorizações para compra de vacina aos demais criadores. A vacina gratuita é destinada a produtores com até 50 animais que se enquadrem nos critérios do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).

Somente no município de Santa Maria serão distribuídas 20,5 mil doses de vacina gratutita e a previsão é vacinar um total de 130 mil reses. Em 2007, 33 produtores foram multados por não cumprimento do prazo de vacinação. De acordo com a supervisora regional do DPA, este ano a fiscalização deverá ser intensificada ainda mais. “Não somente em Santa Maria, mas em todos os municípios da região e do Estado, os fiscais estarão notificando e multando os produtores que não obedecerem os prazos”, afirma Naira.

Nesta primeira etapa da campanha deverão ser imunizados bovinos e bubalinos (búfalos) de todas as idades até o prazo máximo de 31 de janeiro. Conforme a supervisora regional do Departamento de Produção Animal (DPA), Naira Fernandes, não há previsão de prorrogação desse prazo. Em todo o Rio Grande do Sul serão vacinados 13,2 milhões de animais com distribuição de 4,5 milhões de doses subsidiadas.

Febre aftosa
A febre aftosa é uma doença altamente contagiosa que afeta animais biungulados como os bovinos, bubalinos, suínos, ovinos e caprinos. Essa doença causa grandes perdas econômicas, já que os animais afetados e aqueles que mantiveram contato são sacrificados e todos os produtos de origem animal (leite, ovos, carne, etc) são descartados na região afetada.

Como exemplo, no foco de febre aftosa que ocorreu no RS em 2000, no município de Jóia, cerca de 11 mil animais foram sacrificados e o prejuízo direto chegou a US$ 4 milhões. Além disso, as exportações de produtos de origem animal, assim como de origem vegetal são suspensas, já que os países importadores suspendem o comércio com o Estado. Conseqüentemente, o produto que iria para o mercado externo é comercializado no RS e assim, com o aumento da oferta interna existe uma diminuição no valor pago ao produtor rural pelo leite, carne, ovos, entre outros.