Em 15 dias de campanha, a vacinação contra a febre aftosa nos 23 municípios integrantes da Coordenadoria Regional de Pelotas da Secretaria de Estado da Agricultura, atinge cobertura média de 60% do rebanho bovídeo (bovinos e bubalinos). Entre os mais adiantados estão São José do Norte, com 83,6% de cobertura vacinal e Rio Grande, com 72%. No ano passado, a região vacinou 95% do rebanho e neste ano, a meta é atingir 98% de cobertura.

A informação é do supervisor regional da SAA, médico veterinário, José Flávio Vieira. Segundo ele, a população de bovídeos é de 1,85 milhão de cabeças nos 23 municípios, que têm até sexta-feira para enviar as informações à Coordenadoria. Um dos municípios mais atrasados é Canguçu com 34%. A explicação para o baixo índice é o grande número de pequenos produtores no município, que na sua maioria estão envolvidos na colheita do fumo ou no plantio do milho, explica Vieira. “A expectativa é de que este índice aumente consideravelmente a partir da segunda quinzena deste mês”.

Para quem ainda não vacinou, o médico veterinário alerta que o prazo se encerra no dia 31, sem prorrogação. “Quem não vacinar será notificado e autuado e ficará impedido de movimentar seus animais.” Além disso, o produtor enquadrado no Pronaf perde o direito de receber as vacinas gratuitamente. “Quem ainda não vacinou deve se dirigir à inspetoria veterinária de seu município para retirada da vacina, em caso de pequeno produtor, ou da autorização para a compra do produto”.

Dos 23 municípios, oito (Camaquã, São Lourenço do Sul, Piratini, Herval, Arambaré, Chuvisca, Arroio do Padre e Chuí) ainda não enviaram as informações à Coordenadoria. Nos demais, Pinheiro Machado registra 55% de cobertura, Pedras Altas 62%, Cristal 38%, Santa Vitória 70%, Jaguarão 46%, Arroio Grande 47%, Santana da Boa Vista 52%, Pedro Osório 62%, Cerrito 53%, Pelotas 46,5%, Morro Redondo 48% e Turuçu 42%.

Auditorias do Eras:

Paralelo à vacinação, os técnicos da Coordenadoria realizam auditorias de Estabelecimento Rural Aprovado no Sisbov (Eras) em 94 propriedades registradas na supervisão de Pelotas, explica Vieira. “No local, os técnicos constatam itens como documentação e identificação dos animais através de brincos, entre outros.”