A suspensão da compra de carne bovina brasileira pela União Européia não deve trazer alterações para o mercado de Mato Grosso do Sul, conforme afirmou o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de MS (FAMASUL), Ademar Silva Junior. “Nós já estamos impedidos de exportar. A medida não altera o que já acontece conosco”, colocou o presidente.

A decisão da União Européia foi tomada depois de uma disputa em relação ao número de fazendas que o Brasil teria direito de certificar. Os europeus indicaram que poderiam aceitar a carne de 300 propriedades, entretanto, o País apresentou uma lista com 2.861 propriedades.

Para o presidente da FAMASUL, a decisão da UE é por restrições comerciais e não sanitárias. “Com a restrição, fica claro que a nova rastreabilidade precisa ser revista. Os países da União Européia não aceitam o novo sistema”, criticou Ademar.

Conforme a notícia divulgada pela Agência Estado, a Europa enviará uma nova missão veterinária no próximo dia 25 de fevereiro ao Brasil, para novas vistorias. Até a conclusão do relatório sobre estas vistorias nenhuma carne nacional poderá entrar no mercado europeu. O Itamaraty já prevê a interrupção das exportações brasileiras por cerca de 2 meses, o que causará prejuízos incalculáveis ao País.