O Comissário para saúde da União Européia, Markos Kyprianou, confirmou hoje que a Comissão Européia vai co-financiar campanhas de vacinação de emergencial em massa contra a doença da Língua Azul nos rebanhos bovinos ao longo deste ano de 2008.

A Comissão Européia poderá financiar até 100 por cento do custo de compra da vacina e de 50 por cento dos custos de aplicação.

A doença da Língua Azul está presente em quase toda a UE e o número de focos do tipo 8 (S-8) é mais encontrado na Alemanha com 48 por cento do total de focos na UE; seguido da Holanda,Na Bélgica, França e em Luxemburgo, Reino Unido e mais recentemente a Espanha.

Ainda segundo os cientistas a expansão da epizootia se deve as modificações climáticas, com o vírus chegou a Europa vindo da África.

Levantamentos sorológicos realizados em vários estados brasileiros entre as diferentes espécies de ruminantes domésticos testados, a língua azul está amplamente difundida no Brasil.

Pelos dados obtidos com a sorologia e pelo pequeno número de relatos de casos clínicos da doença no campo nas diferentes espécies que se apresentam soropositivas, tudo indica que a LA espalha-se nos rebanhos do país de forma silenciosa.

Os casos clínicos que ocorrem parecem ser brandos ou de menor importância do ponto de vista econômico e passam desapercebidos.

As causas para este fato podem ser a baixa virulência das amostras presentes ou a maior resistência de algumas raças contra a infecção pelo vírus. Além disso, alertam esses especialistas, as condições de temperatura e umidade na grande parte do país favorecem a multiplicação e manutenção dos vetores da doença, devendo assim mantê-la endemicamente com uma grande parte da população de ruminantes imunes pela infecção pelos sorotipos presentes na área.

“Todo conhecimento que temos sobre a doença no Brasil vem de testes sorológicos, algumas vezes com sorotipificação realizada em laboratórios estrangeiros” alertam os veterinários.

A primeira indicação da presença do VLA no país foi em 1978 em bovinos e ovinos de propriedades de São Paulo.

Em 1978 o Brasil reportou oficialmente à OIE (Organização Internacional de Epizootias) evidências sorológicas da ocorrência da doença, sendo o primeiro país da América do Sul a identificar a presença do vírus em seus rebanhos.

Na América o vírus está presente do leste dos Estados Unidos ao Sul do Brasil e Argentina