Na mesma semana de janeiro do ano passado a cotação média era de R$ 460 tonelada. Mesmo que a Argentina volte a emitir licenças para vendas externas, o volume de trigo que o país ainda tem para exportar é de pouco mais de 1,5 milhão de toneladas – 7 milhões de toneladas já foram comprometidas.

O Brasil teria assegurado, de acordo com a Associação Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo), 2,5 milhões de toneladas de trigo argentino, precisando importar até o fim do ano mais 4,5 milhões de toneladas. O volume estimado já considera a oferta de 3 milhões de toneladas de trigo nacional produzidas nesta safra. O consumo anual da indústria é de 10,5 milhões de toneladas.

Assim, os preços internos do trigo, que sempre estiveram desatrelados do mercado internacional por causa da oferta argentina, devem permanecer sustentados ao longo deste primeiro semestre. Em julho, os Estados Unidos colhem nova safra do produto e se tornam alternativa de abastecimento. O Brasil só colhe nova safra em setembro.