A inseminação artificial na pecuária, que inicialmente vinha sendo utilizada somente pelos grandes investidores, conquistou os produtores rurais de Cascavel (PR) e região.

Segundo o médico veterinário Antonio Carlos de Queiroz, da Calvet, mesmo com um plantel menor, o Paraná dobrou a produção leiteira e é o segundo colocado no País. “Essa conquista deve-se ao melhoramento genético ocorrido através da inseminação artificial. Com isso o produtor tem mais rentabilidade nos seus negócios”, afirmou Queiroz.
“Em 10 anos, em média, acredito que o Paraná assumirá a liderança, pois a inseminação está alavancando muitas propriedades e viabilizando a produção”, estimou o médico veterinário.

Queiroz frisou que, através da inseminação, já se sabe quanto haverá de melhoramento genético a cada geração. Ele destacou que, através da técninca, é possível melhorar o tamanho do ubre da vaca, a quantidade de gordura do leite, entre outras características. “Utilizando a técnica, num período de 5 anos, o produtor já terá um plantel de bom padrão”, frisou Queiroz.

Técnicas

De acordo com Queiroz, a inseminação artificial pode ocorrer através do acasalamento genérico, onde é feita uma avaliação da vaca para verificar qual será o melhor touro para ela; ou a produção do sêmen sexado, quando o produtor adquire um sêmen macho ou fêmea, de acordo com os seus interesses; e também a inseminação artificial por tempo fixo (IATF), que é feita através da sincronização do cio com hormônios.

“A sexagem é mais cara, mas tem um aproveitamento melhor, pois a chance é maior de 90% para que o bezerro seja fêmea, no caso de produtores leiteiros”, afirmou Queiroz.

Capacitação

No Oeste, os cursos de capacitação são oferecidos pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural em parceria com os Sindicatos Rurais da região. Segundo o médico veterinário, Antonio Carlos de Queiroz, os treinamentos são realizados pela Calpec Cursos Técnico-Profissionalizantes Rurais. “O curso tem duração de 32 horas/aulas e é feito, gratuitamente, por pequenos e médios produtores rurais e também seus funcionários, que buscam aperfeiçoamento”, contou ele.

Segundo Queiroz, a técnica sofreu uma verticalização e os produtores estão tendo mais acesso à inseminação. “Através dos condomínios de botijões ou comunitários, eles adquirem um kit que é utilizado por vários produtores”, frisou o médico veterinário, complementando que o custo desse sistema varia entre R$ 30 a R$ 100 por animal, dependendo da qualidade do material utilizado.