Com o aumento da produção de grãos e as vendas prestes a engrenar, 2014 deve ser um ano de forte comercialização de soja no Brasil. O comércio pode ficar mais aquecido. É o que afirmam as principais regiões produtoras do país.

Soja

Segundo a consultoria Safras & Mercado, o país ainda tem 5% da colheita de 2013 e 75% da colheita atual para vender. Isso significa que entre 62 milhões e 65 milhões de toneladas serão negociados. Os preços também contribuem para o ano de negociações. Por enquanto, a oleaginosa está valendo 5% a mais do que em janeiro do ano passado, apesar da tendência de queda nos preços anunciada desde setembro. As cotações seguem entre R$ 60 e R$ 65 no Paraná e entre R$ 50 e R$ 55 por saca de 60 quilos em Mato Grosso.

Houve desvalorização de 5% nos últimos dias nos dois estados, que concentram 45% da produção nacional. As vendas retraídas ampliam a pressão da oferta prevista para o auge da colheita (fevereiro a abril). Na Argentina, a tendência é a mesma. Os produtores ainda não venderam 17% da colheita passada, conforme a Safras & Mercado (são 12 pontos a mais do que no Brasil). Por outro lado, o mercado internacional ainda busca soja nos Estados Unidos. Nas próximas semanas é que a América do Sul deverá sentir também a pressão da demanda.

Desses 60 milhões de toneladas de soja da colheita atual que ainda não foram vendidas no Brasil, 2/3 da produção somam-se ao estoque de 2013.