Pesquisadores e produtores estiveram reunidos no último dia 25, na Fazenda Aquarius, no distrito de Panambi, para comemorar o aniversário de 30 anos do início do Sistema Plantio Direto (SPD) em Mato Grosso do Sul. A fazenda foi a primeira propriedade sul-mato-grossense a implantar o SPD, ainda na década de 70.

Segundo nota da Embrapa Agropecuária Oeste, os pioneiros e idealizadores do sistema, John Landers e Herbert Bartz partilharam com, aproximadamente, 250 produtores, técnicos e especialistas as experiências e vitórias ao longo desses 30 anos com os produtores que estiveram presentes no evento.

Entre os benefícios do sistema, o engenheiro agrônomo John Landers, destaca a preservação ambiental. “O plantio direto é o melhor caminho para manter a sustentabilidade global, preservar o meio ambiente e estabilizar a economia mundial. Temos um sistema responsável e produtivo às mãos, basta adotá-lo”.

Pesquisa
Os produtores que utilizam o sistema destacam que o sucesso obtido só foi possível graças aos estudos desenvolvidos pelas instituições de pesquisa, como a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

O pesquisador da Embrapa Agropecuária Oeste (Dourados,MS), Júlio César Salton, há mais de 20 anos estuda o sistema produtivo e aponta que, nesses 30 anos, o plantio direto produziu mais de 6 milhões de toneladas de soja, o equivalente a 4,2 bilhões de reais, causando uma economia de 700 milhões no custeio das lavouras.

“Deixamos, por exemplo, de perder 90 milhões de toneladas ou 43 mil hectares de terras, 1,3 milhões de água e insumos como calcário e super fosfato”, calcula Salton. O principal fundamento do Sistema Plantio Direto é o não revolvimento do solo, a cobertura permanente com palha e a rotação de culturas.

Com informação da assessoria de comunicação da Embrapa Agropecuária Oeste.