Felizmente, Chile, China, Japão e Itália, por exemplo, são países já com certeza de negociação.

A boa notícia do fim do embargo russo à carne suína catarinense ainda não se confirmou. A situação se tornou mais incerta quando, na semana passada, a Rússia solicitou ao Ministério da AGRICULTURA que inspecionasse frigoríficos brasileiros exportadores de carne.

Contudo, nenhum dos 40 da lista é de SC. O presidente da Associação Catarinense de Criadores de Suínos, Wolmir de Souza, afirma ter ligado para o secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Inácio Kroetz, que está na Alemanha em negociações. “Ele me explicou que, por enquanto, o suíno não está na mesa de negociação, que o foco agora não é o suíno”.

Apesar da notícia negativa, Souza acredita que as plantas catarinenses devem ser novamente reabilitadas assim que o mercado de suínos entrar em pauta. Porém, também lembrou que para o Estado o mercado russo não é mais a prioridade. Ele diz que Chile, China, Japão e Itália, por exemplo, são países já com certeza de negociação.

Para a Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs) de SC não existe motivo para preocupação em demasia. Segundo o diretor da entidade, Rui Vargas, o documento que chegou ao Brasil em dezembro, destacou que no decorrer de 2008 os russos viriam para visitar e reabilitar as empresas à exportação. O documento aponta que o embargo não valeria mais para indústrias que passassem pela reabilitação.