Nessas reuniões, conforme o parlamentar, já foram conquistados avanços nas negociações, em especial quanto à redução nas taxas de juros de financiamentos de custeio (que caíram de 8,75% para 6m75%), Proger (de 8% para 6,25%) e do Moderfrota (10,75% para 9,5%). Agora, analisa-se a renegociação dos custeios prorrogados das safras 2003/2004, 2004,2005 e 2005/2006, que somam R$ 1,8 bilhão, e de outros R$ 5,2 bilhões em investimentos que vencem neste ano. A intenção é efetuar essas negociações para liberar os limites de crédito e garantia dos produtores na atual safra.

Moka salientou que os membros da comissão de Agricultura da Casa receberam nova proposta para estipular o pagamento mínimo de 30% a 70% das parcelas com vencimento neste ano, prorrogando o restante para um ano após o vencimento da última parcela do financiamento. A condição seria voltada para as culturas de algodão, arroz, milho e soja. Porém, os deputados querem retirar a obrigatoriedade do pagamento mínimo. Outro ponto de discordância é o percentual de bônus para os produtores que quitarem as parcelas que vencem neste ano. Enquanto o governo oferece 15% de bonificação, os parlamentares pleiteam 32%.

A bancada pretende fechar uma proposta até o dia 13 de julho, antes do início do recesso parlamentar. Moka ressalta que a questão precisa ser fechada na próxima semana, para que os produtores tenham em mãos limites de financiamento e garantias definidas, “até porque os produtores precisam começar o planejamento da próxima safra”. Após os debates considerados emergenciais, os deputados querem abrir conversação sobre a dívida total do setor.

Depois do recesso parlamentar (que termina em 1º de agosto), os parlamentares voltam a debater temas estruturais do setor rural, como os 100 mil contratos inscritos em dívidas ativas, e que levaram produtores a serem processados pela Receita e Justiça Federal. Questões ligadas à renda do produtor e preços de insumos e seguro agrícola também farão parte da agenda.

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Na próxima semana, representantes do setor produtivo e do governo federal deverão fechar acordo sobre a renegociação das dívidas no setor rural. Segundo informou o deputado federal Waldemir Moka (PMDB), uma reunião na próxima terça-feira (10 de julho) deverá ser decisiva sobre o tema. O grupo de parlamentares da “frente do agronegócio”, segundo ele, já vem se reunido com os ministros Guido Mantega (da Fazenda) e Reinhold Stepnahes (da Agricultura, Pecuária e Abastecimento).

Nessas reuniões, conforme o parlamentar, já foram conquistados avanços nas negociações, em especial quanto à redução nas taxas de juros de financiamentos de custeio (que caíram de 8,75% para 6m75%), Proger (de 8% para 6,25%) e do Moderfrota (10,75% para 9,5%). Agora, analisa-se a renegociação dos custeios prorrogados das safras 2003/2004, 2004,2005 e 2005/2006, que somam R$ 1,8 bilhão, e de outros R$ 5,2 bilhões em investimentos que vencem neste ano. A intenção é efetuar essas negociações para liberar os limites de crédito e garantia dos produtores na atual safra.

Moka salientou que os membros da comissão de Agricultura da Casa receberam nova proposta para estipular o pagamento mínimo de 30% a 70% das parcelas com vencimento neste ano, prorrogando o restante para um ano após o vencimento da última parcela do financiamento. A condição seria voltada para as culturas de algodão, arroz, milho e soja. Porém, os deputados querem retirar a obrigatoriedade do pagamento mínimo. Outro ponto de discordância é o percentual de bônus para os produtores que quitarem as parcelas que vencem neste ano. Enquanto o governo oferece 15% de bonificação, os parlamentares pleiteam 32%.

A bancada pretende fechar uma proposta até o dia 13 de julho, antes do início do recesso parlamentar. Moka ressalta que a questão precisa ser fechada na próxima semana, para que os produtores tenham em mãos limites de financiamento e garantias definidas, “até porque os produtores precisam começar o planejamento da próxima safra”. Após os debates considerados emergenciais, os deputados querem abrir conversação sobre a dívida total do setor.

Depois do recesso parlamentar (que termina em 1º de agosto), os parlamentares voltam a debater temas estruturais do setor rural, como os 100 mil contratos inscritos em dívidas ativas, e que levaram produtores a serem processados pela Receita e Justiça Federal. Questões ligadas à renda do produtor e preços de insumos e seguro agrícola também farão parte da agenda.

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