O agronegócio ocupa um lugar de destaque na economia mundial e desde o século XVI o Brasil tem sido utilizado pela agricultura, principalmente,  para o cultivo de cana de açúcar e café. Apesar de ser um dos principais motivos para o aumento do Produto Interno Bruto (PIB), o agronegócio está trazendo graves problemas ambientais, não só para o Brasil, mas vamos dessa vez ficar no nosso quintal.

Ao apostar no agronegócio como alavanca para o desenvolvimento econômico, o Brasil sofre com os impactos ambientais, que vão desde o desmatamento à degradação no solo e águas. O desmatamento é a consequência mais notória, pois desde séculos passados grandes áreas de vegetação vem sendo desmatadas para dar espaço a pastagem e ao cultivo.

Biomas como o Cerrado e Mata Atlântica estão ameaçados de extinção por conta do desmatamento. Assim como a perda da biodiversidade, espécies da fauna e flora passam por essa extinção, as pequenas reservas não garantem a sobrevivência do ecossistema.

Aliás, o processo produtivo agrário utiliza uma grande quantidade de água, e quase metade do recurso utilizado é desperdiçado. A retirada constante desse bem natural das mananciais e dos reservatórios de águas subterrâneas está acarretando o quase esgotamento de rios e lençóis freáticos.

O agro degrada

A degradação do solo também é um problema quando se trata do agronegócio. A produção extensiva de cultivo, o uso intensivo de máquinas agrícolas e a não rotatividade do solo, acaba esgotando os nutrientes do mesmo, causa compactação, erosão e até aceleração do empobrecimento e diminuição da umidade no solo.

O Brasil é um dos países que mais fazem uso de agrotóxicos no mundo, e isso tem causado a contaminação do ar, solo e da água. Outros produtos que auxiliam nessa propagação são os fertilizantes e antibióticos. E é cada vez maior a quantidade de lixo gerado pela produção agropecuária, o descarte de materiais não são feito de maneira correta, o que acarreta contaminação ambiental.

Como frear os impactos?

Sabemos dos impactos ambientais causados pelo agronegócio, o próximo passo é o incentivo e a conscientização sobre as práticas agrícolas, além de maior fiscalização governamental para que seja cumprida as leis ambientais, e que haja uma punição mais eficiente para quem não as cumpre.

A Organização das Nações Unidas (ONU) tem se preocupado com esses impactos e vem buscando meios de conscientizar os produtores à respeito dos resultados dessa produção exacerbada. Em que se trata da energia, há o impulsionamento para a criação de projetos que reduzem o uso de fontes não renováveis e o desenvolvimento tecnológico para a produção de energia limpa e mais barata.

Há também discussões sobre a recuperação e conservação do solo e das áreas de reserva legal e proteção permanente. Aplicação de tecnologias modernas no campo. A proteção de fontes e mananciais, assim como recuperar as matas ciliares e promover o uso racional da água, recurso esse que está se esgotando rapidamente.