Produtores rurais de Ponta Porã, região sul de Mato Grosso do Sul, que participam do projeto Aprisco, do Sebrae/MS, realizaram nesta quinta-feira (24), sua primeira remessa de abate de cordeiros para o Frigorífico JS, em Campo Grande.

São 81 animais, com média de 37 quilos de carcaça, de dois produtores rurais, que desde o início de 2007 atuam no projeto. Os criadores são acompanhados mensalmente com o objetivo da melhoria do retorno econômico na atividade, através da gestão e do aprimoramento no processo de produção.
Marcus Rodrigo de Faria, gestor do projeto Aprisco pelo Sebrae, conta que há sete meses trabalha com estes produtores questões gerenciais e técnicas para a melhoria de carcaça.

“Antes o trabalho nas propriedades era desestruturado, eles abatiam de maneira clandestina e em épocas diferentes, agora devido à organização conseguem abater em conjunto melhorando a lucratividade”, explica.

A produtora de Ponta Porã, Marileide Caimar Fusch, que participou desta primeira venda em conjunto para o frigorífico afirma que o projeto Aprisco melhorou as possibilidades de inserção em mercados mais valorizados.
“Nós tínhamos medo de produzir muito e não vender. Com o elo criado pelo Sebrae entre nós (produtores) e o frigorífico, sabemos que determinada produção tem destino certo e melhor lucratividade”.

O projeto Aprisco promove também a ligação entre frigorífico e consumidor, através de ações que envolvem restaurantes e bares de Mato Grosso do Sul, levando em conta toda a cadeia produtiva. Em setembro de 2007, realizou o evento Sabores do Cordeiro, que apresentou a qualidade da carne produzida em Mato Grosso do Sul e sua versatilidade para os cardápios dos estabelecimentos.
Marileide conta ainda que o projeto ensinou os produtores a administrar melhor, a cuidar a linhagem do rebanho e orçar custos da produção. “Aprendemos que nosso papel não é só dar o preço final do produto”.

Perspectivas
Durante o ano de 2008 o projeto pretende abater por município cerca de 200 animais a cada dois meses, segundo a médica veterinária que acompanha o projeto no Estado, Verônica Guglielme. Além do município de Ponta Porã, o projeto também atua em Anaurilândia, Dourados e Maracaju.
Guglielme explica que as vantagens para os produtores inseridos no projeto incluem a melhoria na qualidade da produção, valorização na venda, inserção maior em novos mercados, acompanhamento técnico da criação, entre outros.