Acaba de ser aprovado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) o regulamento técnico para produção e controle de qualidade da vacina contra a brucelose e antígenos para diagnóstico da doença. O governo editou a Instrução Normativa nº15, de 19 de fevereiro de 2004, elaborada pela Coordenação de Produtos Veterinários (CPV), do MAPA com apoio da Comissão Técnica de Brucelose do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (Sindan).

De acordo com a Instrução Normativa nº15, “a vacina utilizada para o controle da brucelose bovina e bubalina é obtida a partir de culturas de referência certificadas de Brucella abortus B19, comercializada na forma viva, liofilizada, acompanhada do respectivo diluente e de uso veterinário exclusivo”.

Milson Pereira, diretor-executivo do Sindan, explica que a partir de agora a produção e o controle das partidas de vacina devem ser conduzidos conforme o relatório técnico do registro do produto, obedecendo as determinações do atual regulamento, sendo todas as suas etapas registradas de forma a permitir a rastreabilidade das informações. “Além disso, todas as partidas da vacina devidamente aprovadas no controle de qualidade dos estabelecimentos fabricantes serão acondicionadas em embalagens comerciais e submetidas ao controle oficial antes de sua comercialização”, acrescenta o diretor-executivo do Sindan.

A brucelose é causada pela bactéria Brucella abortus e atinge principalmente bovinos, porém também pode ocorrer em bubalinos, suínos, caprinos e ovinos. As principais formas de contágio nos animais são por via oral ou por reprodução; no homem, a doença ocorre a partir da ingestão de leite contaminado, contato com restos de abortos contaminados e via secreções.

Segundo Emílio Salani, presidente do Sindan, a brucelose é um problema muito mais grave do que o indicado no último levantamento de 25 anos atrás. Por isso, a importância de intensificar a campanha de vacinação contra a doença, bem como controlar a produção da vacina garantindo a qualidade do produto.

No Brasil, há seis laboratórios fabricantes de vacina contra brucelose (conhecida como B19). A capacidade de produção é superior a 25 milhões de doses/ano, volume suficiente para atender a demanda estimada pelo Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose (PNCETB), estimado em 16,4 milhões de doses no ano passado.