O embargo à exportação da carne bovina mato-grossense pela União Européia a partir de hoje vai provocar uma perda diária de cerca de US$ 750 mil, o que equivale a US$ 18 milhões ao mês e podem chegar a US$ 54 milhões ante a declaração feita ontem pelo ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Reinhold Stephanes, de que a expectativa é restabelecer o comércio entre 60 e 90 dias.

Os cálculos sobre as perdas do Estado são do secretário- executivo do Sindicato das Indústrias Frigoríficas de Mato Grosso (Sindifrigo), Jovenino Borges, a partir de dados do Centro Internacional de Negócio (CIN) da Federação das Indústrias de Mato Grosso(Fiemt) sobre as exportações de carne bovina à UE em 2007, que totalizaram US$ 216,241 milhões. No ano passado a venda ao bloco econômico representou 34% dos embarques.

O presidente do sindicato, Luiz Antônio Freitas, afirma que as cargas que chegaram aos portos (Santos -SP- e Paranaguá – PR) ontem deveriam ter sido embarcadas, mas ele não soube informar se isso de fato ocorreu. “Estava acordado que até o dia 31 o produto que chegasse aos terminais seria enviado ao destino final, até porque são cortes frios e não podem ficar tanto tempo esperando para seguirem viagem”. diz ao acrescentar que o Estado envia à UE cortes mais nobres das carnes, como filé mingnon e picanha.

As oito plantas habilitadas para exportar carne para a UE abatem diariamente cerca de 8 mil animais, mas o presidente não sabe que as atividades serão alteradas, até porque as unidades terão de montar estratégias, como atender ao consumo estadual e nacional. “Estamos muito preocupados com a paralisação das vendas para a Europa, pois o bloco é muito importante para as exportações estaduais, no entanto, vamos focar temporariamente o atendimento ao mercado interno enquanto a situação não se normaliza”.