Os preços altos dos grãos devem puxar para cima também os preços das carnes, acreditam os pecuaristas. “A soja cara e o milho caro vão refletir diretamente no preço do frango e do suíno e devem puxar também o valor da carne bovina”, avalia o presidente da Associação Paulista de Criadores de Pardo Suíço (APCPS), José Fernandez Lopes Neto.

Se a notícia não é boa para o consumidor, que vai pagar mais caro, a qualidade da carne também vai melhorar, segundo ele. “Os aventureiros saíram desse mercado e ficaram os bons criadores, que se preocupam com o cruzamento industrial para ter carne com mais precocidade e qualidade”.

No cruzamento, são usadas vacas nelores e touros europeus para obter animais com melhor padrão de carcaça. Segundo Lopes Neto, alguns frigoríficos já remuneram melhor o criador que oferece gado com esse padrão. A arroba do boi gordo estava entre R$ 74 e R$ 76 na semana passada.

Segundo o criador, os frigoríficos estão deixando de abater para forçar queda de preços. O problema é que o rebanho, de 180 milhões de cabeças, é menor do que se estimava. “Tem pouco boi pronto, por isso muitos pecuaristas investem na produção de bezerros”. Com o clima favorável às pastagens, ele acredita que não haverá oferta e a carne vai continuar com boa cotação.

Para o presidente da União Democrática Ruralista (UDR), Luiz Antonio Nabhan Garcia, a pecuária ficou cinco anos sem oxigênio e agora voltou a respirar. Ele alerta, no entanto, que o ganho é muito baixo. “As grandes empresas de pecuária, premiadas pela excelência da produção, fecharam o ano com lucratividade menor do que 1%”.

Segundo Nabhan, o preço da arroba à vista é de R$ 70 para o produtor – a prazo chega a R$ 74. “Na verdade, o preço da arroba está apenas R$ 4 acima do que estava em 2002, antes da baixa”. Ele reclama que os frigoríficos ficam com a maior parte dos lucros da pecuária.

No Paraná, em 2007, as exportações de frango aumentaram 44%, segundo o Sindicato dos Abatedouros e Produtores Avícolas. A expectativa para 2008 é de alta de 12% na produção de frangos e de 15% nas exportações. As vendas de carne suína ao exterior devem aumentar cerca de 10%.

Leave a Reply

Os preços altos dos grãos devem puxar para cima também os preços das carnes, acreditam os pecuaristas. “A soja cara e o milho caro vão refletir diretamente no preço do frango e do suíno e devem puxar também o valor da carne bovina”, avalia o presidente da Associação Paulista de Criadores de Pardo Suíço (APCPS), José Fernandez Lopes Neto.

Se a notícia não é boa para o consumidor, que vai pagar mais caro, a qualidade da carne também vai melhorar, segundo ele. “Os aventureiros saíram desse mercado e ficaram os bons criadores, que se preocupam com o cruzamento industrial para ter carne com mais precocidade e qualidade”.

No cruzamento, são usadas vacas nelores e touros europeus para obter animais com melhor padrão de carcaça. Segundo Lopes Neto, alguns frigoríficos já remuneram melhor o criador que oferece gado com esse padrão. A arroba do boi gordo estava entre R$ 74 e R$ 76 na semana passada.

Segundo o criador, os frigoríficos estão deixando de abater para forçar queda de preços. O problema é que o rebanho, de 180 milhões de cabeças, é menor do que se estimava. “Tem pouco boi pronto, por isso muitos pecuaristas investem na produção de bezerros”. Com o clima favorável às pastagens, ele acredita que não haverá oferta e a carne vai continuar com boa cotação.

Para o presidente da União Democrática Ruralista (UDR), Luiz Antonio Nabhan Garcia, a pecuária ficou cinco anos sem oxigênio e agora voltou a respirar. Ele alerta, no entanto, que o ganho é muito baixo. “As grandes empresas de pecuária, premiadas pela excelência da produção, fecharam o ano com lucratividade menor do que 1%”.

Segundo Nabhan, o preço da arroba à vista é de R$ 70 para o produtor – a prazo chega a R$ 74. “Na verdade, o preço da arroba está apenas R$ 4 acima do que estava em 2002, antes da baixa”. Ele reclama que os frigoríficos ficam com a maior parte dos lucros da pecuária.

No Paraná, em 2007, as exportações de frango aumentaram 44%, segundo o Sindicato dos Abatedouros e Produtores Avícolas. A expectativa para 2008 é de alta de 12% na produção de frangos e de 15% nas exportações. As vendas de carne suína ao exterior devem aumentar cerca de 10%.

Leave a Reply