Os europeus embargaram o mercado brasileiro no final do mês passado, sob a alegação de que queriam apenas 300 propriedades. Almeida reclama que está seguindo uma lista de exigências e agora não tem acesso a um mercado que paga mais. O pecuarista diz que precisou de seis meses para se adequar ao novo sistema, que exige a certificação de origem não só dos animais, mas também de todos os insumos utilizados.

Até então, era necessária apenas a rastreabilidade bovina. Ele não revela o valor empregado – apenas a rastreabilidade custa R$ 5 por animal e, para a adequação, precisou contratar funcionários mais qualificados – mas diz que já está perdendo dinheiro. Até o anúncio do embargo, os frigoríficos exportadores estavam oferecendo R$ 70 pela arroba – agora querem R$ 60. “Não vou vender enquanto não clarear a situação, mas a maioria dos produtores, em função de estar em uma situação financeira crítica, se obrigam a vender por esse preço”, afirma.

O pecuarista acredita que consegue segurar seus animais no pasto por mais 60 dias sem a necessidade da comercialização abaixo de um valor considerado justo. E espera que, em virtude do ciclo pecuário de oferta menor de animais, os preços não fiquem nestes patamares. Almeida tem um plantel de três mil cabeças e cerca de 30% da sua produção é destinada à exportação para a União Européia. Para o produtor, o mercado europeu não tem a quantidade de carne que necessita e, em virtude disso, terá de rever o embargo. “É mais comercial que de sanidade ou qualidade”, acredita.

Mas, apesar disso, ele espera que o governo tenha um posicionamento mais firme em relação à Europa. Almeida reclama que o sistema Eras não é funcional, pois tem um grau de controle que é complexo e complicado para ser feito manualmente – o ideal seria de forma eletrônica, aceita pelos europeus, mas 100% mais cara. “O sistema foi sugerido pelos europeus, que têm realidade diferente. Lá uma propriedade grande tem mil animais. Aqui, metade deste volume é um estabelecimento de pequeno porte”, afirma.

Segundo ele, os animais são “brincados” (colocado um brinco em suas orelhas), em uma seqüência numérica, mas não ficam prontos nesta seqüência – depende da genética e da alimentação. E isso dificulta o controle manual. “Os números ficam aleatórios”, diz.

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Os europeus embargaram o mercado brasileiro no final do mês passado, sob a alegação de que queriam apenas 300 propriedades. Almeida reclama que está seguindo uma lista de exigências e agora não tem acesso a um mercado que paga mais. O pecuarista diz que precisou de seis meses para se adequar ao novo sistema, que exige a certificação de origem não só dos animais, mas também de todos os insumos utilizados.

Até então, era necessária apenas a rastreabilidade bovina. Ele não revela o valor empregado – apenas a rastreabilidade custa R$ 5 por animal e, para a adequação, precisou contratar funcionários mais qualificados – mas diz que já está perdendo dinheiro. Até o anúncio do embargo, os frigoríficos exportadores estavam oferecendo R$ 70 pela arroba – agora querem R$ 60. “Não vou vender enquanto não clarear a situação, mas a maioria dos produtores, em função de estar em uma situação financeira crítica, se obrigam a vender por esse preço”, afirma.

O pecuarista acredita que consegue segurar seus animais no pasto por mais 60 dias sem a necessidade da comercialização abaixo de um valor considerado justo. E espera que, em virtude do ciclo pecuário de oferta menor de animais, os preços não fiquem nestes patamares. Almeida tem um plantel de três mil cabeças e cerca de 30% da sua produção é destinada à exportação para a União Européia. Para o produtor, o mercado europeu não tem a quantidade de carne que necessita e, em virtude disso, terá de rever o embargo. “É mais comercial que de sanidade ou qualidade”, acredita.

Mas, apesar disso, ele espera que o governo tenha um posicionamento mais firme em relação à Europa. Almeida reclama que o sistema Eras não é funcional, pois tem um grau de controle que é complexo e complicado para ser feito manualmente – o ideal seria de forma eletrônica, aceita pelos europeus, mas 100% mais cara. “O sistema foi sugerido pelos europeus, que têm realidade diferente. Lá uma propriedade grande tem mil animais. Aqui, metade deste volume é um estabelecimento de pequeno porte”, afirma.

Segundo ele, os animais são “brincados” (colocado um brinco em suas orelhas), em uma seqüência numérica, mas não ficam prontos nesta seqüência – depende da genética e da alimentação. E isso dificulta o controle manual. “Os números ficam aleatórios”, diz.

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“Com certeza o sentimento é de frustração”, diz o pecuarista Ralf Kruger de Almeida, de Denise (MT), a 190 quilômetros de Cuiabá, no Médio Norte do estado. Ele é um dos dois mil produtores rurais da lista enviada à União Européia que está no sistema Estabelecimentos Rurais Aprovados no Sisbov (Eras). Os europeus embargaram o mercado brasileiro no final do mês passado, sob a alegação de que queriam apenas 300 propriedades. Almeida reclama que está seguindo uma lista de exigências e agora não tem acesso a um mercado que paga mais.

O pecuarista diz que precisou de seis meses para se adequar ao novo sistema, que exige a certificação de origem não só dos animais, mas também de todos os insumos utilizados. Até então, era necessária apenas a rastreabilidade bovina. Ele não revela o valor empregado – apenas a rastreabilidade custa R$ 5 por animal e, para a adequação, precisou contratar funcionários mais qualificados – mas diz que já está perdendo dinheiro. Até o anúncio do embargo, os frigoríficos exportadores estavam oferecendo R$ 70 pela arroba – agora querem R$ 60.

“Não vou vender enquanto não clarear a situação, mas a maioria dos produtores, em função de estar em uma situação financeira crítica, se obrigam a vender por esse preço”, afirma. O pecuarista acredita que consegue segurar seus animais no pasto por mais 60 dias sem a necessidade da comercialização abaixo de um valor considerado justo. E espera que, em virtude do ciclo pecuário de oferta menor de animais, os preços não fiquem nestes patamares. Almeida tem um plantel de três mil cabeças e cerca de 30% da sua produção é destinada à exportação para a União Européia.

Para o produtor, o mercado europeu não tem a quantidade de carne que necessita e, em virtude disso, terá de rever o embargo. “É mais comercial que de sanidade ou qualidade”, acredita. Mas, apesar disso, ele espera que o governo tenha um posicionamento mais firme em relação à Europa.

Almeida reclama que o sistema Eras não é funcional, pois tem um grau de controle que é complexo e complicado para ser feito manualmente – o ideal seria de forma eletrônica, aceita pelos europeus, mas 100% mais cara. “O sistema foi sugerido pelos europeus, que têm realidade diferente. Lá uma propriedade grande tem mil animais. Aqui, metade deste volume é um estabelecimento de pequeno porte”, afirma. Segundo ele, os animais são “brincados” (colocado um brinco em suas orelhas), em uma seqüência numérica, mas não ficam prontos nesta seqüência – depende da genética e da alimentação. E isso dificulta o controle manual. “Os números ficam aleatórios”, diz.

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