O Brasil conseguiu aproveitar a ainda crescente demanda por commodities no mercado internacional e melhorou a sua posição no ranking dos maiores exportadores do mundo. Em 2005, o país alcançou a 23ª colocação, ante a 24ª em 2004.

O desempenho brasileiro, entretanto, não foi suficiente para o país ampliar de forma significativa a sua participação no comércio internacional. Em 2005, as exportações brasileiras representaram apenas 1,1% de total mundial, segundo a OMC (Organização Mundial do Comércio). Em 2004, essa fatia havia sido de 1,05%. Historicamente, o melhor desempenho do Brasil foi alcançado em 1950, com uma percentual de 2,19%. Nas últimas décadas, o melhor resultado foi atingido em 1984, 1,4%. Desde então, o Brasil vem perdendo espaço no cenário mundial e passou a metade dos anos 90 com menos de 1% do total mundial exportado. A China, no mesmo período, saiu de uma posição bastante insignificante no comércio internacional no início dos anos 80 para chegar, em 2005, a deter 7,3% das exportações mundiais.

“Temos que nos conformar de subir degrauzinho por degrauzinho no comércio mundial”, disse José Augusto de Castro, vice-presidente da AEB (Associação de Comércio Exterior do Brasil). Na sua avaliação, isso acontece porque, como o total das exportações brasileiras ainda é pequeno ante os maiores exportadores, mesmo com taxas de crescimento elevadas nas exportações, o incremento na participação mundial continua a ser pequeno.
Mas, na avaliação de Fernando Ribeiro, da Universidade Mackenzie, a tendência do Brasil é aumentar a sua relevância no comércio mundial. “A evolução das exportações brasileiras tem sido fantástica e vai continuar a crescer. Um dos motivos é a presença das empresas transnacionais, que estão transformando o país numa plataforma de exportações, como no caso da indústria automobilística”, avaliou.

A alta das exportações brasileiras no ano passado está alinhada com o que aconteceu com os vizinhos da América Latina. “Forte crescimento econômico, preços favoráveis das commodities (…) contribuíram para excelente desenvolvimento do comércio da região em 2005”, diz relatório da OMC divulgado ontem.
O aumento do dinamismo do comércio exterior brasileiro também ocorreu nas importações. O Brasil passou da 29ª colocação, em 2004, para a 27ª colocação, no ano passado. A participação no bolo das compras internacionais continua pequena, 0,7% do total.
No topo da lista de maior importador, aparecem mais uma vez os EUA. Já na liderança do ranking de exportações está a Alemanha, que também estava na primeira colocação em 2005.

Projeções para 2006
O comércio internacional cresceu 6% na comparação com o ano anterior. O ritmo de expansão foi mais lento do que o registrado em 2004 -9%-, mas naquele ano o desempenho havia sido considerado excepcional.
Para este ano, a OMC projeta um crescimento de 7% no comércio de mercadorias e de 3,5% para a economia mundial. A projeção é bem mais conservadora que a anunciada pelo FMI (Fundo Monetário Internacional), que calcula uma expansão de 5% na economia mundial.

Leave a Reply

O Brasil conseguiu aproveitar a ainda crescente demanda por commodities no mercado internacional e melhorou a sua posição no ranking dos maiores exportadores do mundo. Em 2005, o país alcançou a 23ª colocação, ante a 24ª em 2004.
O desempenho brasileiro, entretanto, não foi suficiente para o país ampliar de forma significativa a sua participação no comércio internacional. Em 2005, as exportações brasileiras representaram apenas 1,1% de total mundial, segundo a OMC (Organização Mundial do Comércio). Em 2004, essa fatia havia sido de 1,05%.
Historicamente, o melhor desempenho do Brasil foi alcançado em 1950, com uma percentual de 2,19%. Nas últimas décadas, o melhor resultado foi atingido em 1984, 1,4%. Desde então, o Brasil vem perdendo espaço no cenário mundial e passou a metade dos anos 90 com menos de 1% do total mundial exportado. A China, no mesmo período, saiu de uma posição bastante insignificante no comércio internacional no início dos anos 80 para chegar, em 2005, a deter 7,3% das exportações mundiais.
“Temos que nos conformar de subir degrauzinho por degrauzinho no comércio mundial”, disse José Augusto de Castro, vice-presidente da AEB (Associação de Comércio Exterior do Brasil). Na sua avaliação, isso acontece porque, como o total das exportações brasileiras ainda é pequeno ante os maiores exportadores, mesmo com taxas de crescimento elevadas nas exportações, o incremento na participação mundial continua a ser pequeno.
Mas, na avaliação de Fernando Ribeiro, da Universidade Mackenzie, a tendência do Brasil é aumentar a sua relevância no comércio mundial. “A evolução das exportações brasileiras tem sido fantástica e vai continuar a crescer. Um dos motivos é a presença das empresas transnacionais, que estão transformando o país numa plataforma de exportações, como no caso da indústria automobilística”, avaliou.
A alta das exportações brasileiras no ano passado está alinhada com o que aconteceu com os vizinhos da América Latina. “Forte crescimento econômico, preços favoráveis das commodities (…) contribuíram para excelente desenvolvimento do comércio da região em 2005”, diz relatório da OMC divulgado ontem.
O aumento do dinamismo do comércio exterior brasileiro também ocorreu nas importações. O Brasil passou da 29ª colocação, em 2004, para a 27ª colocação, no ano passado. A participação no bolo das compras internacionais continua pequena, 0,7% do total.
No topo da lista de maior importador, aparecem mais uma vez os EUA. Já na liderança do ranking de exportações está a Alemanha, que também estava na primeira colocação em 2005.

Projeções para 2006
O comércio internacional cresceu 6% na comparação com o ano anterior. O ritmo de expansão foi mais lento do que o registrado em 2004 -9%-, mas naquele ano o desempenho havia sido considerado excepcional.
Para este ano, a OMC projeta um crescimento de 7% no comércio de mercadorias e de 3,5% para a economia mundial. A projeção é bem mais conservadora que a anunciada pelo FMI (Fundo Monetário Internacional), que calcula uma expansão de 5% na economia mundial.

Leave a Reply