Inverno é época interessante para definir o zoneamento de pastagem.

Fazer uma apartação criteriosa na entrada dos animais em confinamento reflete na otimização do manejo e principalmente no melhor resultado na hora de vender ou abater os bois, já que o produtor terá a mão maior grupo de animais em estágio uniforme de peso e acabamento.

O consultor Ricardo Burgi, da Boviplan de Piracicaba, SP, comenta que a divisão dos lotes deve seguir a seguinte ordem de critérios: sexo, idade, padrão racial, tamanho, condição corporal e, por fim, peso. “Levando em conta essa ordem, agrupam-se animais de mesmo potencial de ganho. A variação é muito pequena e a dominação é menor”, comenta Burgi.

Um dos erros mais comuns é fazer a divisão apenas com base no resultado da balança. O reflexo imediato é a formação de lotes cujos animais estarão em diferentes estágios de terminação, o que implica no maior manejo e mistura de lotes.

Além disso, a seção Dia-a-Dia traz recomendações para que em meio ao inverno, o produtor possa fazer o zoneamento de pastagens. Assim identificará áreas mais frágeis que necessitam de um manejo diferenciado, explica Afonso Peche do Instituto Agronômico de Campinas.

A atenção deve estar redobrada para a carga animal colocada nos campos, em especial nas pastagens de inverno, com aveia e azevém. O pesquisador da Embrapa Pecuária Sul, Naylor Perez comenta que o número de animais deve estar baseado na quantidade de matéria seca disponível. “O produtor deve considerar que a área ofereça 3 a 4 vezes mais alimento do que os animais precisam”, comenta Perez e sugere que a altura média do pasto não fique abaixo dos 12 cm.

Leia ainda exemplos de propriedades que trabalham a desmama racional com a “visualização” das mães sobre as crias. Além de recomendações de Eduardo Borba, do projeto Doma sobre os cuidados com o treinamento de animais de pista.