A empresa neozelandesa Agresearch completou o trabalho de um projeto internacional de mapeamento do genoma ovino que permitirá que se comece a identificar marcadores para características valiosas na produção, qualidade e resistência à doenças, segundo informou o site Stuff.co.nz.

“Este é um passo no caminho para criar ferramentas que permitirão que os criadores de ovinos selecionem animais baseados em marcadores de DNA que podem indicar características úteis”, disse o cientista sênior da companhia, John McEwan. Ele disse que essas ferramentas permitirão a determinação destas características de forma mais rápida e precisa.

O Agresearch é uma das 19 organizações da Austrália, Nova Zelândia, Estados Unidos, Reino Unido, França e Quênia que fazem parte do Consórcio Internacional do Genoma Ovino (ISGC, da sigla em inglês) desenvolvendo “mapas” públicos que ajudarão os pesquisadores a encontrar genes associados com estes características.

Os dados do genoma do Agresearch serão usados para identificar polimorfismos de nucleotídeo único (SNPs, da sigla em inglês), as pequenas diferenças genéticas que indicam um animal particularmente produtivo ou resistente a doenças do restante do rebanho. Os cientistas criarão agora, até julho, um “chip” SNP para rastrear o genoma para 60 mil variantes em um único trecho, ao invés de ter de conduzir testes separados para cada variante.
Fonte: BeefPoint

Esses chips terão pedaços de DNA quimicamente ligados a eles para distinguir as seqüências específicas de nucleotídeos que estão sendo buscadas e podem ser lidos rapidamente por um computador.

O consórcio está trabalhando no projeto desde 2002 e em 2006 criou um mapa de 98% do genoma ovino, compilado com a ajuda de dados de bovinos, cães e humanos.