A colheita da safra de 290 mil hectares de soja de Nova Mutum, começa a ser prejudicada pelas constantes chuvas. Os produtores, que tiveram que plantar a soja um pouco mais tarde porque as chuvas demoraram a chegar, se preocupam agora com a falta de tempo bom para a colheita. De acordo com a Empaer (Empresa de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural), a produção estimada é de 870 mil toneladas. Se as chuvas continuarem constantes, pode haver queda na produtividade, estimada em 3 mil quilos por hectare.

O excesso de água interfere negativamente no processo produtivo, comprometendo o crescimento saudável e uniforme das culturas. A umidade elevada preocupa os produtores, que temem a má formação das plantas e o ataque de pragas e doenças, principalmente, a ferrugem asiática — nas culturas semeadas tardiamente.

Em Lucas do Rio Verde, onde o plantio foi feito mais cedo e a colheita começou no início de janeiro, a chuva já está tirando o sono de muitos produtores. “Mais uns dias assim e já vai ter produtor perdendo soja”, disse o vice-presidente do Sindicato Rural, Carlos Simon. No município, foram cultivados cerca de 230 mil hectares da oleaginosa.

O acúmulo de chuvas pode gerar outros reflexos negativos nas fases posteriores da produção. O alto índice pluviométrico, a elevada umidade relativa do ar e o encharcamento do solo provocam um amarelecimento das plantas que não conseguem fazer o processo de fotossíntese de maneira suficientemente adequada.