Como já ocorre há duas temporadas, a mosca branca (Bemisia tabaci) está de volta nas lavouras de soja em função do clima favorável em regiões que já apresentam histórico. No Cerrado está surgindo um foco desta praga muito forte na região de Dourados. O cultivo intenso de lavouras hospedeiras (algodão, feijão e tomate) e o controle focado no adulto têm contribuído para o surgimento seguido desta praga.

Para alguns técnicos, a mosca branca não é mais uma praga eventual e sim uma doença instalada em várias regiões do Cerrado e que precisa ser controlada e acompanhada em sua evolução. Os danos são causados pela sucção da seiva, que produz alteração no desenvolvimento vegetativo e reprodutivo além de proporcionar transmissão de viroses, como a da necrose da haste.

As ninfas ao se alimentarem liberam uma substância açucarada que favorece a ocorrência da fumagina (Capnodium sp.), escurecendo as folhas e prejudicando a fotossíntese. Estas folhas não recebem irradiação solar, se desidratam e caem, podendo antecipar o ciclo da cultura em até 20 dias. Existem vários inseticidas para o controle desta praga.