Para agregar valor à carne que exportam, os pecuaristas deverão ter o rebanho aprovado pelo Serviço de Rastreabilidade da Cadeia Produtiva de Bovinos e Bubalinos (Sisbov), em funcionamento desde o dia 1º. O alerta é do secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Inácio Kroetz.

Em entrevista após reunião com técnicos da área federal e dos estados, para discutir o processo de auditagem das propriedades que já está em curso – por exigência dos importadores de carne da União Européia –, o secretário disse ontem (10) que os novos métodos adotados serão aperfeiçoados e permitirão, em janeiro de 2009, a auditagem desde o nascimento dos bezerros.

Também não será permitida a compra entre propriedades que não estejam integradas às normas do Sisbov, lembrou Kroetz. Até o final do mês, acrescentou, será apresentada à União Européia a lista das propriedades rurais aprovadas para exportação – em março, os europeus virão conferir os dados fornecidos.

Segundo o secretário, ao longo do ano outras listas de propriedades que aderirem às condições de atender às exigências dos importadores serão enviadas à União Européia. Ele alertou ainda que “é grande o prejuízo do exportador quando tem seu contêiner devolvido”. E lembrou que o Brasil tem um mercado potencial de 350 mil toneladas por ano de carne.

Os principais criadores do país estão nos estados de Goiás, Mato Grosso (com 1.791 propriedades), Rio Grande do Sul, Espírito Santo, Minas Gerais e Santa Catarina. Veterinários farão o trabalho de auditagem a cada seis meses, nas propriedades, e a cada dois meses, no gado em confinamento.