O frigorífico Minerva apresentou hoje (01-02) as medidas tomadas para fazer frente às restrições de importação de carne in natura brasileira por parte da União Européia (UE). Antecipando essas restrições, o Minerva indica que mitigou alguns dos impactos exportando volumes significativamente maiores no mês de janeiro para a UE. Com isso, a empresa considera que vai garantir a presença da marca no período das restrições.

Com uma política mais conservadora de aquisições, a companhia afirma que não gerou capacidade ociosa nas plantas, permitindo assim maior flexibilidade e mudança entre os mercados em que atua. Além disso, a companhia está acelerando a construção da fábrica para produção de produtos industrializados cooked frozen que entrará em atividade no segundo trimestre de 2008. A unidade é uma joint venture firmada com a irlandesa Dawn Farms para a produção de produtos com maior valor agregado, que não estão suscetíveis às atuais barreiras da UE.

De acordo com a Minerva, em 2007 a UE representou aproximadamente 14% do volume de carne exportada pela companhia, o que representava 22% da receita de exportações, ou 15% da receita bruta total, níveis abaixo da média brasileira de 29,5% da receita e 14,4% do volume.

Durante último trimestre do ano, a representatividade da UE já havia diminuído para 8% do volume exportado e 15% da receita de exportações, ou 9% do faturamento bruto total, devido à maior representatividade do mercado interno e da consolidação em outros mercados emergentes com maiores níveis de crescimento e menores entraves comerciais.

A empresa destaca ainda que, como previsto, os efeitos das restrições já foram vistos no preço da arroba do boi gordo, principal matéria prima, que caiu 8% em dois dias, impactando positivamente na rentabilidade de toda a operação da companhia.