A Merial, fabricante de produtos veterinários, vai colocar em operação uma nova fábrica, na qual foram investidos US$ 7 milhões. A unidade já está em fase pré-operacional e será dedicada à produção de pastas antiparasitas para eqüinos. O funcionamento efetivo começará em dois a três meses, segundo o presidente da empresa, Alfredo Ihde.

A planta fica no mesmo complexo industrial que a Merial já tem em Paulínia (SP). Nela será centralizada toda a linha mundial de medicamentos voltados a eqüinos. Com isso, serão desativadas duas unidades no exterior, uma nos Estados unidos e a outra na Holanda, afirma Ihde. Cerca de 90% de sua produção será voltada ao mercado externo.

O investimento soma-se ao aporte de US$ 15 milhões que a empresa fará para a construção de uma planta dedicada à produção de medicamentos mastigáveis para cachorros. A linha é voltada ao combate de males como inflamações, parasitas e disfunções cardíacas e digestivas. As obras começaram no ano passado e devem se estender até 2009, quando a unidade deverá entrar em operação. A linha para cães é uma das mais importantes no faturamento global do grupo.

Os projetos fazem o braço brasileiro da Merial ganhar terreno nos negócios da companhia e transformam o país em uma plataforma de exportações. As duas novas fábricas já estão sendo construídas de acordo com as exigências do FDA, órgão que regulamenta o lançamento e a comercialização de medicamentos e alimentos nos Estados Unidos. Isso acelera o processo de obtenção da licença para exportar para o mercado americano, diz Ihde.

Em 2007, a Merial faturou R$ 316 milhões -as exportações responderam por cerca de R$ 65 milhões. O plano da empresa é elevar as exportações para US$ 350 milhões até 2011. “Se Deus quiser e o mercado continuar crescendo, podemos chegar a até US$ 500 milhões”, afirma o executivo. Esse volume representaria quase 25% da receita global da companhia, que fatura cerca de US$ 2,2 bilhões ao ano.

O caminho para transformar o Brasil em uma plataforma de exportações começou a ser pavimentado no ano passado, quando a fábrica de medicamentos injetáveis para bovinos foi aprovada pelo FDA – o processo estendeu-se por três anos. Foi a primeira fábrica da Merial certificada pelo FDA localizada fora dos Estados Unidos, segundo a companhia. Em 2006, os embarques foram feitos para 11 países e concentraram-se no mercado latino-americano. Para 2011, a programação da empresa prevê exportações para 65 países.

No momento, afirma o executivo, as plantas serão suficientes para a fabricação das linhas de produtos previstas para o Brasil. Isso não significa que outros projetos não possam surgir nos próximos anos, reitera o executivo. “Eu não ficaria surpreso se em seis meses apresentarmos o projeto de mais uma fábrica”, diz ele.