O avanço da safrinha de milho se justifica. Afinal, as perspectivas do mercado de milho são das mais promissoras. O forte aumento da demanda de milho para a produção de etanol nos Estados Unidos abriu espaço para as exportações brasileiras, que somaram volume recorde de 11 milhões de toneladas, “enxugando” o mercado interno e pressionando as cotações do cereal.

Atentos a essa oportunidade de mercado, os técnicos do Departamento de Sementes, Mudas e Matrizes da Secretaria de Agricultura de São Paulo estão recomendando o plantio de variedades de milho desenvolvidas pela instituição, que apresentam excelente relação custo-benefício em comparação aos cultivares híbridos de milho. “O milho variedade é uma excelente opção, pois tem custo de produção relativamente baixo e apresenta boa resposta produtiva”, destaca o agrônomo Armando Portas, da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati) da Secretaria de Agricultura de São Paulo.

De acordo com o técnico, o cultivo de variedades para a produção da safrinha é especialmente recomendado para os agricultores que não dispõem de solos de boa qualidade (adequadamente adubados e corrigidos), para os produtores interessados em investir na integração lavoura-pecuária, ou ainda na reforma de pastagens.

“O milho variedade, em vez do híbrido, é uma excelente opção nesses casos, pois o custo de aquisição das sementes é bem menor e a produção, apesar de as plantas serem semelhantes, apresenta variabilidade genética. Desta forma, se houver falta de água, parte das plantas não será afetada pelo estresse hídrico”, explica o técnico. Para assegurar bons resultados, o agrônomo recomenda que o produtor observe a data-limite para o plantio do milho em sua região.