O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) publicou, no Diário Oficial da União do dia 28 de agosto, a Instrução Normativa Nº 33, que estabelece as condições para a vacinação de fêmeas bovinas e bubalinas contra brucelose, usando vacina da amostra RB51 não indutora da formação de anticorpos aglutinantes, ou seja, que garante a não interferência em resultados de sorologia realizadas em fêmeas adultas.

A coordenadora em Mato Grosso do Sul do Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose, médica veterinária da Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro), Ilda Bottene, explica que o tipo de vacina usado atualmente – a B19 – interfere em exames feitos em fêmeas vacinadas de até 24 meses de idade.

“A interferência deste tipo de amostra pode levar a um resultado falso positivo, como se o animal tivesse a doença. Já a RB51 não apresenta interferência na reação de sorologia”, acrescenta Ilda.

De acordo com a norma, a aplicação da amostra RB51 em fêmeas adultas será recomendada apenas para as de idade superior a oito meses e que não foram vacinadas com a amostra B19 entre três e oito meses de idade; ou adultas, não reagentes a testes diagnósticos, em estabelecimentos de criação com ocorrência de focos de brucelose.

Vacinação

Segundo o Mapa, a vacinação com a RB51, que ainda não está disponível no mercado, deverá ser feita sob responsabilidade técnica de médico veterinário cadastrado no serviço de defesa oficial do Estado, no caso de Mato Grosso do Sul, a Iagro.

A aplicação da RB51 é proibida em bovinos machos de qualquer idade, em fêmeas até oito meses e nas gestantes. Quando disponível, a comercialização da vacina deverá ser feita exclusivamente por estabelecimentos comerciais registrados e autorizados e será fiscalizada pelo serviço oficial.

A compra da vacina só será permitida mediante apresentação de receita própria, emitida por médico veterinário cadastrado na Iagro. A receita ficará retida no estabelecimento e deverá conter nome completo, assinatura, registro no Conselho de Medicina Veterinária, número de cadastro no serviço de defesa oficial da Unidade Federativa, número de doses a serem adquiridas, local e data.

Além disso, o estabelecimento comercial comunicará mensalmente ao serviço oficial a compra, a venda e o estoque de vacina RB51. O responsável pela vacinação emitirá atestado da mesma em três vias, sendo uma ao proprietário, a segunda à Iagro e a terceira ao emitente.