Segundo o chefe da Embrapa Milho e Sorgo, Antônio Álvaro Corsetti Purcino, o monitoramento é um dos passos principais para combater a Helicoverpa armigera, que tem causado prejuízos bilionários nas plantações de soja, milho e algodão, e afetado outras 17 culturas, como a do tomate e a do pimentão. Ele defende o Manejo Integrado de Pragas (MIP) e a utilização de inimigos naturais nas lavouras.

“Estamos distribuindo um boletim técnico que trata do manejo integrado em lavouras e faz recomendações de como o produtor pode controlar a Helicoverpa, utilizando também cultivares transgênicas eficientes e inseticidas eficientes” – diz Purcino.

Para a necessidade de os agricultores realizarem inspeções nas lavouras com mais frequência, utilizando feromônios liberados pelo Ministério da Agricultura, um composto químico que atrai a lagarta através de um odor. De acordo com o especialista, o tratamento deve iniciar após a detecção do nível básico de infestação, que é de três mariposas por metro quadrado de voo à noite.

“Quando atinge esse nível de infestação, você deve usar técnicas de controle” – aconselha o chefe da Embrapa Milho e Sorgo. Purcino ressalta ainda que um dos problemas atuais é que as lavouras infectadas estão muito fechadas, com espaçamentos pequenos entre as plantas.

A Helicoverpa armigera é resistente a vários inseticidas e se alimenta de cerca de 20 culturas no Brasil. O especialista alerta que é necessário não só utilizar o agrotóxico, mas aplicá-lo com as técnicas corretas.