A China está consumindo mais proteína e com isso, importantes mudanças nos próximos cinco anos no comércio mundial de grãos devem ocorrer por lá. A principal delas é que o país deve iniciar a importação de milho, favorecendo os produtores brasileiros.

Este ano as compras externas do país devem somar três milhões de toneladas, mas para 2014, a expectativa é de que a China importe 10 milhões de toneladas, podendo chegar a 41 milhões de toneladas em 2018. “Essa é uma mudança significativa e que o Brasil teria condições de tirar um proveito fantástico, mas não consigo afirmar isso devido às deficiências crônicas na logística e na infraestrutura brasileira”, comentou o consultor André Pessoa.

Ao fazer uma avaliação geral sobre as projeções dos níveis de rentabilidade dos produtores de milho e de soja para os próximos anos, o consultor informou que o quadro continua bastante favorável, apesar de certo declínio. No caso da soja produzida no Mato Grosso, segundo Pessoa, o valor de R$ 900,00 por hectare conseguidos nos últimos anos, deverá recuar para R$ 650,00 por hectare, agora em 2014. “Ainda assim é uma rentabilidade excelente”.

O palestrante detalhou também as projeções de plantio para a próxima safra que, devem sair de 27, 7 milhões de hectares em 2013 para 29,3 milhões de hectares na safra 2013/14. Os preços da soja que se encaminhavam para patamares abaixo dos US$ 12 por bushel, devem oscilar cima dos US$13, uma vez que a safra americana antes estimada em 90 milhões de toneladas, está mais próxima de 85 milhões de toneladas.