No primeiro semestre da safra 2007/08, entre julho e dezembro de 2007, foram liberados R$ 26,9 bilhões para custeio e comercialização. Desse total, 81,7% foram contratados a juros controlados. Além da estabilidade econômica, que favorece o aumento de depósitos à vista e de captação da caderneta de poupança rural, um dos estímulos à contratação de crédito a juros controlados, foi a redução da taxa de juros para o setor, que passou de 8,75% para 6,75% ao ano na atual safra, segundo o coordenador-geral de Análises Econômicas do Departamento de Economia Agrícola da Secretaria de Política Agrícola, Marcelo Fernandes Guimarães.

A participação é maior que a registrada nos seis primeiros meses da safra 2006/07, quando os juros controlados representaram 79,5% do liberado para custeio e comercialização. O valor liberado para custeio e comercialização entre julho e dezembro de 2007, superou em 25,1% o montante efetivado no mesmo período na safra 2006/2007. Já a contratação de crédito rural para investimento aumentou 26,9% em relação à safra 2006/2007 e liberou R$ 3,3 bilhões.

O financiamento pelos programas de investimento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social (BNDES) cresceu significativamente no segundo semestre de 2007, superando em 30,7% o contratado no mesmo período de 2006. Entre essas linhas de crédito, o Programa de Modernização da Frota de Tratores Agrícolas e Implementos Associados e Colheitadeiras (Moderfrota) liderou as contratações e registrou, no mesmo período, aumento de 37,3%.

Todos os programas de investimentos foram beneficiados com a redução de juros para 6,75%. No caso do Moderforta, na safra 2007/2008 a redução efetiva de juros foi de 8,75% ao ano para 7,5% ao ano, para produtores com renda bruta anual inferior a R$ 250 mil, e de 10,75% ao ano para 9,5% ao ano, para os demais.