O momento de euforia acompanhada de uma ligeira queda no preço da arroba do boi, com o anúncio de que a União Européia não compraria mais gado brasileiro precisa ser avaliado com cautela pelos produtores rurais, conforme alertou o presidente da Famasul, Ademar Silva Junior.

“O pecuarista precisa analisar como gestor de uma empresa. É preciso avaliar seu custo de produção e, se for rentável, vender”, analisou. Apesar de a arroba ter desvalorizado, as previsões para recuperação da venda de carne bovina para a União Européia são promissoras. O Centro de Pesquisas Econômicas Aplicadas da Universidade de São Paulo (Cepea/USP) divulgou que a medida não foi bem recebida em alguns Países da EU. Na Inglaterra, por exemplo, preço da carne no varejo teria subido entre 10 e 15% no ano passado, contra uma alta de 1,2% na inflação. Na Itália a situação é ainda pior, com a carne valorizando 20% em 2007, e a inflação aumentando 1,5%. A produção de boi na Irlanda – é um dos principais produtores de animais de corte do bloco –, não é suficiente para atender a demanda européia, o que faz com que, em pouco tempo, a Comunidade volte aprecisar da carne brasileira. Além disso, recentemente foi noticiado um caso de vaca louca no rebanho irlandês.“É preciso fazer uma análise do mercado global, trabalhar com grupos de produtores, ter uma gestão da propriedade mais profissional”, alegou o presidente da Famasul. Ademar argumentou ainda que o preço do boi no Mercado Futuro teve ajustes positivos. Para fevereiro, os contratos tiveram alta de 71 centavos por arroba por dia