A mortadela, que originalmente é produzida a partir da carne suína, passou por modificações para ser uma opção light, com 30% menos de gordura e feita com a carne de boi.

O frigorífico Ceratti (Vinhedo, SP) há dois anos comercializa um tipo de mortadela certificada como halal pela Federação Muçulmana. O selo, que garante que é um produto liberado para o consumo pelos seguidores do Islamismo, já garantiu um crescimento de 35% no volume de vendas do produto.

“A certificação agradou tanto os consumidores que não comem carne de porco por normas religiosas – muçulmanos, adventistas e judeus – quanto as pessoas que preferem produtos menos calóricos”, afirma Mário Ceratti Benedetti, presidente da empresa. Segundo ele, o selo confere maior credibilidade aos produtos, “já que é a garantia de que não há nenhum outro tipo de carne no embutido além da bovina”, explica.

“Queremos muito exportar a mortadela halal para os países árabes, onde a concentração de população muçulmana é grande e também tem o aval de um líder religioso que atesta as normas rígidas de produção”, afirma Bebedetti. Segundo ele, a Ceratti ainda não exporta apenas por uma questão burocrática, mas já está tudo encaminhado para a planta ser aprovada como apta para atender o mercado externo. As informações são da Anba.