As exportações brasileiras de carne suína alcançaram 606.513 toneladas no ano passado, um volume 14,83% superior ao de 2006, informou ontem a Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs). O número, segundo a entidade, ficou muito próximo ao estimado no início de 2007. Em receita, o crescimento foi 18,68% sobre o ano anterior, para US$ 1,230 bilhão.

Os números, que mostram recuperação após um 2006 difícil, foram comemorados pela Abipecs. Em comunicado, a associação destacou a menor dependência das vendas para a Rússia em 2007, graças ao incremento nos embarques para Hong Kong. A avaliação é que as vendas para esse mercado cresceram por conta da doença da orelha azul em suínos na China.

A Rússia, que respondia por 64% das vendas brasileiras de carne suína em 2005, recebeu 46% dos embarques do produto no ano passado. Já Hong Kong comprou 106.224 toneladas, ou 17,51% do total. Em 2005, respondia por cerca de 9%, conforme os números da Abipecs. Os preços da carne suína na exportação também cresceram em 2007 – 3,36%, para um valor médio de US$ 2.030 por tonelada. Só em dezembro passado, a alta foi de 29,72% sobre o mesmo mês de 2006, para US$ 2.480.

De acordo com Abipecs, o cenário é otimista para este ano com as perspectivas da aberturas de novos mercados, como o Chile que reconheceu Santa Catarina como livre de aftosa sem vacinação no fim de 2007. O setor espera ainda a visita de uma missão dos EUA para iniciar estudo de análise de risco da produção de suínos neste semestre, além de uma comitiva do México.