“Onde tem confusão, há proveito”. Foi com o ditado de seu avô que o presidente da Famasul (Federação de Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul), Leôncio de Souza Brito Filho, definiu o alerta do possível embargo à carne brasileira pela União Européia. Quem sugeriu a proibição foi uma associação de produtores de carne da Irlanda, onde o custo de produção é três vezes maior que o do Brasil.

Taxado como uma estratégia de mercado, o embargo da União Européia não assusta entidades do setor agropecuário, principalmente em Mato Grosso do Sul. Em entrevista concedida hoje (29), ao Canal do Boi, o presidente afirmou que já conversou com a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil) e que a notícia de uma possível proibição das importações foi recebida como fofoca. “Eles estão tranquilos e disseram que não há impacto algum no mercado”, disse.

O que preocupa é a reação dos produtores. Segundo Brito, é preciso que o pecuarista tenha calma para não fazer nenhum mal negócio nesse momento de confusão. Ele pede para que os criadores fiquem tranquilos. “O produtor deve ficar confiante e não acreditar nesse boato”, afirma.

Também foi rejeitada a hipótese dos frigoríficos se aproveitarem da situação para tentar baixar os preços. Brito ressalta que a indústria frigorífica é parceira do produtor e termina dizendo que “sairemos fortalecidos disso”.