O Departamento de Produção Animal (DPA), da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Agronegócio, concluiu a coleta de amostras de soro de 4.850 bovinos de 121 propriedades escolhidas aleatoriamente do Estado. O material foi enviado ontem para análise laboratorial.

Os técnicos do Serviço de Doenças Vesiculares do DPA recolheram o material em dezembro em 60 municípios com o objetivo de monitorar a circulação viral do vírus da febre aftosa no Estado. O monitoramento sorológico anual é uma exigência da Organização Mundial de Sanidade Animal (OIE) e visa certificar que o rebanho gaúcho não possui circulação do vírus e, assim, manter o reconhecimento internacional de Área Livre de Febre Aftosa com Vacinação.

Através de 25 equipes compostas por um médico veterinário e dois auxiliares, foram coletadas amostras de animais entre seis meses a um ano de idade. O material será analisado, a partir da próxima semana, pelo Laboratório Nacional Agropecuário (Lanagro), de Porto Alegre. De acordo com o coordenador do estudo no Estado, o médico veterinário do Serviço de Doenças Vesiculares (SDV), Diego Viali dos Santos, a estimativa é de que o resultado dos testes seja divulgado até o final deste mês.

Desenvolvido em todo o país, o estudo é uma exigência da União Européia. Os resultados serão enviados pelo Ministério da Agricultura à OIE que, em reunião marcada para maio, dará nova avaliação ou manterá o status de cada estado. Segundo o coordenador, no caso do Rio Grande do Sul, a contagem é feita apenas para a confirmação da sanidade do rebanho gaúcho.

Na semana passada, todos os produtores rurais envolvidos na coleta de soro de seus rebanhos foram comunicados que terão seus animais identificados com brincos numerados e que não poderão movimentá-los durante dois meses, pois há a possibilidade de novas amostras. “Caso haja descumprimento, os proprietários serão autuados e multados e a propriedade pode ser interditada.”