Membro da Comissão de Agricultura, Pecuária e Abastecimento da Câmara dos Deputados e integrante da bancada ruralista, o deputado federal Waldemir Moka (PMDB-MS) disse agora há pouco ao Midiamax, que a renegociação da dívida do setor agrícola já é uma realidade e será concretizada no mês de março. “O governo sinaliza com disposição e boa vontade para resolver este impasse”, disse Moka, lembrando as afirmações feitas esta semana pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, de que até meados de fevereiro o governo apresentará uma proposta oficial.

Segundo o deputado federal do PMDB de Mato Grosso do Sul, a dívida dos produtores rurais do Estado apresenta um passivo considerável, embora não tenha especificado valores. “Se compararmos com a dívida dos produtores do vizinho Mato Grosso, até que não é tão elevada, mas apresenta índices preocupantes”, disse Moka.

Para ele, a dívida tem uma explicação simples. “Ao contrário do que muita gente imagina, quando os produtores renegociaram seus débidos há quatro ou cinco anos, alongaram o perfil da dívida e sistematicamente aumentaram os juros. Não é isso que desejamos agora. Queremos o alongamento do prazo, mas com redução dos juros. Atualmente existem contratos com juros em torno de 14 e 15%”, explicou o deputado federal, lembrando que no ano passado a boa produtividade e os bons preços deram ânimo ao produtor rural.

“Este ano vamos colher bem, mas precisamos restabelecer a normalidade no campo. Por isso, nesta renegociação, o governo não pode repassar o custeio da safra passada. A renegociação deve ser nas dívidas de três e quatro anos atrás, quando sofremos com a estiagem e o câmbio. Os produtores compraram insumos com o dólar alto e na hora de vender o produto o dólar estava baixo, o que contribuiu para o acúmulo do passivo”, explicou Waldemir Moka.