O custo de produção de um hectare de soja na safra 2004/2005 em Dourados, pelo sistema de plantio direto, está 37,5% mais caro em comparação ao ano agrícola anterior, indicou uma pesquisa dos pesquisadores Geraldo Augusto de Melo Filho e Alceu Richetti, da Embrapa Agropecuária Oeste.

De acordo com a planilha – considerando uma produtividade de 55 sacas, o custo total para a próxima safra é de R$ 1.744,78, por hectare.

Os insumos deverão consumir 54,79% dos recursos, equivalentes a R$ 956,02; as operações agrícolas 8,09%(R$ 141,15) e outros custos responderão por 11,14%(R$ 194,42).

Os itens que mais onerarão os custos das lavouras de soja são os fertilizantes (19,06%); herbicidas (10,95%); sementes (10,43%) e fungicidas (7,41%).

Segundo os estudos dos dois pesquisadores, o custo fixo (depreciação e juros; remuneração da terra) respondem por 25,97%(R$ 453,19), enquanto o custo variável fica com 74,02%(R$ 1.291,59).

Esses mesmos valores – com pequenas variações, são aplicados nos demais municípios agrícolas da região, por causa das características semelhantes das terras; uso do plantio direto; e de tecnologias semelhantes na hora do preparo do solo e semeadura.

Pelo zoneamento agrícola, a soja devera ser plantada em Dourados e áreas vizinhas a partir de 15 de outubro, estendendo-se até o final de novembro.

Na safra passada os produtores douradenses plantaram 145 mil hectares de soja, mas seca de 90 dias afetou drasticamente a produtividade que caiu 60%, numa das maiores frustrações da história da agricultura regional.