Suíno vivo
Livre do embargo russo à carne suína desde dezembro, Santa Catarina enfrenta agora outro problema para retomar as exportações ao país. Desta vez, a barreira ao produto catarinense recai sobre os frigoríficos. O Ministério da Agricultura anunciou dia 16 a intenção da Rússia em inspecionar e autorizar 40 abatedouros brasileiros a processar a carne comprada pelo país. Falando direto de Berlin (Alemanha) o secretário de Defesa Agropecuária do Mapa, Inácio Kroetz, disse que as plantas que foram solicitadas às inspeções, são para carne bovina e como SC não tem produto suficiente, apenas outros estados com tradição foram solicitados à verificação e se estão preenchidas as exigências. Na reunião da última sexta-feira, que o secretário participou com os russos a situação de SC estava em pauta, porém os russos não deram nenhuma posição sobre o assunto “carne suína catarinense”. “Eles não solicitaram nada, mas também são imprevisíveis, se amanhã eles perceberem que a demanda é maior eles vão mandar uma lista de frigoríficos para serem inspecionados e comprar carne suína também” explica. O secretário ainda diz que em SC, há 17 plantas liberadas para vender, apenas se espera a necessidade dos russos de ter o produto e começar a comprar. A missão russa com quatro equipes de oito técnicos deve iniciar o trabalho de inspeção aos frigoríficos de nove estados. Na ACCS, a notícia foi recebida sem alarde pelo presidente Wolmir de Souza. “SC fez o seu dever de casa e conseguiu conquistar novos mercados que hoje deixam o Estado em uma situação confortável” destaca. O mercado russo é importante, porém não causa tanto impacto como no passado. “O Estado exporta hoje 33 ton das 48 ton que produz todo mês, sobram 15 ton para atender o mercado interno” diz. Segundo ele, o Estado não é mais dependente do mercado russo e esta é uma situação momentânea e passageira. Segundo o diretor industrial do frigorífico Sul Vale de São Miguel do Oeste, Dilnei Echevenguá, mesmo os abates tendo programação de início a partir de abril, já ocorreram contatos comerciais e interesse de compra por parte de importadores russos. “Neste primeiro momento o interesse deles é de carne bovina, mas com certeza, com a abertura dos portos que ocorre em fevereiro por causa do frio, eles vão começar a comprar carne suína de SC”, salienta Dilnei. O diretor ainda diz que com o que ocorreu no passado, às exigências serão bem maiores, mas nem por isso, “devido aos status sanitário que temos, deixaremos de vender para eles” explica. O Frigorífico Sul Vale irá iniciar seus trabalhos a partir de abril com um programa de abate de 800 a mil suínos inicialmente. (ACCS)

GO R$2,85
MG R$2,75
SP R$2,88
RS R$2,35
SC R$2,30
PR R$2,35
MS R$2,40
MT R$2,25

Frango vivo
Os negócios com o frango vivo se deterioram ainda mais na terceira semana de janeiro (13 a 19), fazendo com que o preço médio do período alcançasse o menor valor das três primeiras semanas de 2008. Embora esse seja um fato rotineiro a cada novo início de ano, agrava-se cada vez mais à medida que se expande o sistema integrado na avicultura paulista, pois o mercado do frango vivo serve de válvula de escape para o produto não processado pelas próprias empresas integradoras. Embora se encontre um centavo acima do preço médio alcançado em novembro de 2007, a atual cotação do frango vivo paulista é a segunda menor dos últimos oito meses. Permanece abaixo, inclusive, da cotação média de R$1,68/kg registrada em julho de 2007, mês em que os preços do milho registraram seus menores patamares de 2007. Feitas as contas, constata-se que enquanto a cotação do frango vivo apresenta,em relação a julho/07, um retrocesso de pouco mais de 7%, os preços do milho registram evolução de 60%. Apesar da queda de preços mais recente. (AviSite)

SP R$1,50
CE R$2,30
MG R$1,70
GO R$1,50
MS R$1,50
PR R$1,75
SC R$1,60
RS R$1,60

Ovos
Para amenizar os prejuízos, o mercado de ovos opta por diminuir a produção através dos descartes. Com a diminuição da oferta, os descontos devem desaparecer. Nesta terça-feira, os preços permanecem sem alterações. Cif São Paulo jumbo R$42,70, extra R$39,70, grande R$38,70, médio R$35,70 e pequeno R$24,70. (Ovo Online)

Ovos brancos
SP R$39,70
RJ R$40,00
MG R$40,00
Ovos vermelhos
MG R$42,00
RJ R$42,00
SP R$41,70

Boi gordo
O indicador Esalq/BM&F boi gordo à vista foi cotado a R$ 75,46/@, alta de R$ 0,03. Em contrapartida, o indicador a prazo permaneceu estável, a R$ 76,22/@. Na BM&F, os contratos com vencimento no curto prazo tiveram valorização. Janeiro/08 fechou a R$ 74,60/@, alta de R$ 0,36, com 381 contratos negociados e 4.387 contratos em aberto. Os contratos com vencimento em fevereiro/08 tiveram alta de R$ 0,15, fechando a R$ 71,85/@. Já os contratos com vencimento mais distante apresentaram recuos. É o caso de agosto, setembro e outubro, este último fechou a R$ 74,02/@ (-R$ 0,03), com 256 contratos negociados e 10.513 contratos em aberto. Os frigoríficos reportam um leve aumento nas escalas, mas a oferta ainda não se normalizou e o volume de gado negociado ainda é reduzido para a época do ano (início de safra). De acordo com a cotações do BeefPoint, foram registradas altas de R$ 1,00 no sul de Goiás (R$ 74,00/@), Feira de Santana/BA (R$ 68,00/@) e Salvador (R$ 69,00/@). Por outro lado, em SP, MT e PR foram identificados recuos. No atacado da carne bovina, as cotações do dianteiro (R$ 3,30) fecharam com baixa de R$ 0,10. Enquanto o traseiro e a ponta de agulha permaneceram com preços inalterados a R$ 5,50 e R$ 2,90, respectivamente. O equivalente físico foi calculado em R$ 64,56/@, recuo de 0,9%. Com o equivalente recuando e o indicador de boi gordo se valorizando, o spread voltou a aumentar. Hoje, o spread (diferença) entre indicador Esalq/BM&F e equivalente físico está em R$ 10,90/@, valor acima da média dos últimos 12 meses que é de R$ 5,84/@. Quanto maior for o spread, menor será a margem bruta do frigorífico. Na reposição, o indicador Esalq/BM&F bezerro MS à vista foi cotado a R$ 496,10/cabeça, valorização de R$ 0,56. A relação de troca continua em 1:2,51. (BeefPoint)

Triangulo MG R$71,50
Goiânia GO R$73,00
Dourados MS R$70,00
C. Grande MS R$69,00
Três Lagoas MS R$71,00
Cuiabá MT R$70,00
Marabá PA R$60,00
Belo Horiz. MG R$54,00

Soja
Conforme indica o Rural Business, o mercado futuro da soja voltou do final de semana prolongado pelo feriado de ontem nos Estados Unidos anotando fortíssimas quedas de preços no pregão noturno da Bolsa de Chicago (CBOT), que ficaram acima de 32,25 pontos. No decorrer da sessão o vencimento mai/08, que norteia a safra 2007/08 do Brasil, chegou a perder 50 pontos, limite de queda autorizado pela Bolsa, vindo a se recuperar um pouco e finalizando os trabalhos na casa de US$ 1.246,50 cents/bushel, ou cerca de US$ 27,48 a saca, o pior resultado já visto neste ano de 2008. Não apenas a soja caiu forte, mas todo o complexo (farelo e óleo), puxando ainda o trigo e o milho para baixo, que também terminaram o overnight amargando limite de queda, de 30 e 20 pontos, respectivamente. Por não ter operado na última segunda-feira, o mercado financeiro norte-americano ficou imune às fortes perdas registradas ao redor do mundo. Já hoje o cenário se repete, com as Bolsas asiáticas anotando mais um dia de intensas perdas, puxadas pelo temor de que a economia dos Estados Unidos entre em recessão, o que afetaria as exportações da Ásia para o país.

Já o mercado futuro do farelo de soja finalizou o pregão noturno desta terça-feira com fortíssima baixa na Bolsa de Chicago (CBOT), de acordo com o Rural Business. O vencimento mar/08, o de maior liquidez, caiu US$ 11,30/ton e encerrou os trabalhos negociado a US$ 328,00/ton, depois de ter testado máxima de US$ 334,00/ton e mínima de US$ 323,00/ton. (Rural Business)

Físico – saca 60Kg – livre ao produtor
R. Grande do Sul (média estadual) R$46,00
Goiás – GO (média estadual) R$44,00
Mato Grosso (média estadual) R$41,00
Paraná (média estadual) R$47,50
São Paulo (média estadual) R$46,00
Santa Catarina (média estadual) R$45,00
M. Grosso do Sul (média estadual) R$43,00
Minas Gerais (média estadual) R$43,50

Milho
O mercado futuro do milho encerrou o pregão noturno desta terça-feira com fortíssima baixa na Bolsa de Chicago (CBOT), atingindo limite de queda de 20 pontos para os vencimentos mai/08, set/08, dez/08 e jul/09, acompanhando o nervosismo do setor financeiro, informa o Rural Business. Por não ter operado na última segunda-feira, o mercado financeiro norte-americano ficou imune às fortes perdas registradas ao redor do mundo. Já hoje o cenário se repete, com as Bolsas asiáticas anotando mais um dia de intensas perdas, puxadas pelo temor de que a economia dos Estados Unidos entre em recessão, o que afetaria as exportações da Ásia para o país. O contrato mar/08, o de maior liquidez hoje, caiu 19 pontos e fechou a sessão cotado a US$ 479,25 cents/bushel (US$ 11,32 por saca), depois de ter testado máxima de US$ 491,75 cents/bushel e mínima de US 478,25 cents/bushel, operando num range de 13,50 pontos. (Rural Business)

Físico – saca 60Kg – livre ao produtor
Goiás (média estadual) R$27,50
Minas Gerais (média estadual) R$27,50
Mato Grosso (média estadual) R$25,50
M. Grosso Sul (média estadual) R$25,00
Paraná (média estadual) R$27,00
São Paulo (média estadual) R$31,00
Rio G. do Sul (média estadual) R$26,50
Santa Catarina (média estadual) R$29,00