Na primeira reunião da Comissão de Produtores dos Municípios da Fronteira da Federação da Agricultura e Pecuária de MS (FAMASUL), que aconteceu ontem (29), os membros decidiram em colaborar com a campanha de vacinação contra a Aftosa nos municípios da fronteira com o Paraguai. A colaboração da entidade e dos Sindicatos Rurais que compõem a Comissão é prática, ajudando a vacinar o rebanho, principalmente de assentamentos, áreas indígenas e pequenos produtores.

O presidente da Iagro, Roberto Bacha, conversou com um dos consultores do programa Sanidade sem Fronteira, Cyl Farney, organizado pela parceria do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural – Administração Regional de MS (Senar-AR/MS) para a viabilidade de o programa ajudar na campanha.

Através do “Sanidade sem Fronteiras”, foram ministrados em 2007, 40 cursos e palestras com um total de 1.200 participantes, realizadas 63 atividades do Saúde no Campo; o que resultou em 5 mil animais identificados e trabalhados; foram capacitados 891 agentes de saúde animal e 422 agentes de educação sanitária. Oito palestras e apresentações teatrais reuniram um público de 2.135 pessoas, nos assentamentos rurais dos municípios já atendidos.

Foram também realizados 64 dias de campo, dos quais participaram 2440 produtores. Esse trabalho contabilizou um total de 25.127 animais trabalhados, dos quais, 71 receberam atendimentos clínicos; 13 passaram por exames de mastite; 3 foram submetidos a cirurgias e 1.550 receberam brincos de identificação. Durante estas atividades foram ministradas 23.600 doses de vermífugos; 11.200 doses de vacina contra carbúnculo; 1.050 doses contra a brucelose e ainda 21.300 vacinas contra febre aftosa. “Estamos dispostos a ajudar e colaborar com a campanha”, colocou o presidente da FAMASUL, Ademar Silva Junior.

Solicitações
A FAMASUL solicitará à Iagro que sejam credenciados os médico-veterinários particulares das propriedades que possuem assistência técnica para acompanhar neste período a vacinação da febre aftosa no modelo que é feito para a Brucelose. Na mesma reunião também foram debatidas as Portarias 1420, 1421 e 1422. Quanto à liberação da área, o presidente da FAMASUL foi pragmático: “É preciso liberar todo o estado do Mato Grosso do Sul”.