O Fórum Nacional Permanente de Pecuária de Corte da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) encaminhou ofício ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) no qual questiona a não-inclusão de propriedades rurais na lista das habilitadas à exportação de bovinos à União Européia (UE).

A CNA propõe que todas as propriedades classificadas como Estabelecimento Rural Aprovado no Sisbov (Eras) façam parte da lista de fazendas habilitadas para vender carne para aquele mercado.

Para o presidente do Fórum, Antenor Nogueira, o produtor que já investiu na certificação de sua propriedade precisa ter esse esforço reconhecido ao ser incluído na lista. “A questão é a legalidade. O Mapa credenciou certificadoras para inspecionar as fazendas e agora está criando uma fiscalização paralela e desconsiderando a certificação anterior”, explicou.

O curto prazo para as auditorias nas propriedades, iniciadas em 10 de janeiro, e ainda os problemas com os inspetores do governo são alguns dos principais problemas apontados pelos excluídos da lista. Segundo Nogueira, muitas propriedades não sabiam da vistoria e não tinham funcionátio capacitado para responder as perguntas dos inspetores.

Outro pedido da entidade feito nesta última segunda-feira junto ao Mapa é a garantia de que a lista possa sofrer atualizações periódicas. A relação definitiva de propriedades deve ser encaminhada pelo Mapa à Comissão Européia até 31 de janeiro.

O mercado de pecuária de corte do Brasil aguarda com ansiedade a já famosa lista com o nome das fazendas brasileiras aptas a produzir gado para exportação para a União Européia. De acordo com o governo o número de fazendas selecionadas para exportar para a UE deve superar as 300 unidades estimadas em um primeiro momento.