A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) entende que o desmatamento só será controlado de forma adequada se o governo federal não se preocupar apenas em punir, mas oferecer políticas compensatórias para que os produtores evitem a derrubada de árvores. A tese foi defendida pelo presidente da Comissão Nacional de Meio Ambiente da CNA, Assuero Veronez.

“Na hora em que a floresta de pé valer mais do que a floresta derrubada, vamos conseguir consolidar números para baixo e atingir o desmatamento zero”, afirmou Veronez. Ele ressaltou, entretanto, que não enxerga da parte do governo disposição para discutir uma legislação ambiental “condizente” com a importância do agronegócio para o país: “Há muita ideologia e ignorância”.

Para Veronez, seria hipocrisia dizer que a expansão da soja e da pecuária não influenciou no desmatamento da Amazônia nos últimos cinco meses de 2007. Ele “relativizou” a dimensão dos 3.235 quilômetros detectados como devastados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE): “Não é para causar tanta comoção. Historicamente, não é muito. Houve uma redução significativa do desmatamento na região nos últimos três anos, e acredito que isso não vá retroceder”.

Segundo ele, os erros da política ambiental do governo federal seriam a preocupação “excessiva” com punição e a criação de grandes unidades de conservação ambiental sem necessidade ou condições ideais de administrá-las. “O grande latifundiário da Amazônia é a União, que tem 75% das terras. As propriedades particulares respondem apenas por 25%”, ressaltou. As informações são do Diário de Cuiabá.