A partir de agora, toda a carne brasileira vendida para a Rússia deverá conter um certificado de qualidade e uma embalagem com indicações de que o produto cumpre as exigências do país europeu. A cada 15 dias, o Brasil terá que enviar à Rússia certificados em forma eletrônica.

A idéia é que o país saiba que carnes foram certificadas antes de os produtos entrarem nos portos russos. As medidas constam do acordo fitossanitário assinado no último dia 18 por representantes do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e do Serviço Federal de Supervisão Sanitária e Fitossanitária da Rússia. Em alguns estados brasileiros, a exportação de carnes à Rússia estava suspensa desde 2005. “A Rússia pediu mais garantia na inspeção e na certificação porque havia a suspeita de que parte da carne que chegava para eles não era brasileira.

A Rússia é o nosso maior comprador de carne bovina e suína, por isso precisamos garantir que ela chegue ao seu destino de acordo com as normas que firmamos”, disse o secretário de Defesa Agropecuária, Inácio Kroetz. O acordo também prevê que a reinspeção da carne – antes feita por fiscais da Rússia no Brasil – agora é de responsabilidade do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Dipoa) da Secretária de Defesa Agropecuária. Quando chegar à Rússia, o produto será novamente inspecionado.

Na semana passada, a Rússia encaminhou ao ministério brasileiro um pedido para a inspeção de cerca de 40 estabelecimentos que exportam ou passarão a exportar carne ao país. Os estabelecimentos ficam nos estados de Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina, São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Pará , Rio Grande do Sul , Tocantis e Rondônia. A inspeção, que começa esta semana, será feita por fiscais russos e deve terminar em aproximadamente 10 dias.