Os russos continuarão fazendo, de acordo com Kroetz, a fiscalização da carne brasileira no momento do desembarque nos portos locais e também auditorias periódicas no Brasil para avaliar a execução do memorando. “É um voto de confiança em nós, mas é uma responsabilidade do exportador e do governo brasileiro garantir a qualidade da carne”, afirmou Kroetz.

De acordo com ele, se a carne for rejeitada pelo mercado russo, o exportador terá de arcar com custos com a perda do produto e ainda com o frete de retorno da mercadoria refugada. “Por isso, é importante a existência de fiscais brasileiros nos portos antes de a carne ser enviada. Se houver algum problema, vai depor não só contra a empresa, mas também contra a imagem do País”, explicou. O acordo será assinado pelo próprio Kroetz e por Sergei Dankvert, chefe do serviço fitossanitário e veterinário da Rússia, país que importa carne de 17 Estados brasileiros e do Distrito Federal.

A assinatura será em Berlim, uma das cidades que o secretário irá visitar com a missão do governo que vai à Europa na semana que vem. Além da Alemanha, onde também serão discutidas questões sanitárias com técnicos da União Européia, Kroetz vai à Espanha conhecer o sistema de rastreabilidade animal local.