Depois de emitir notas oficiais condenando a ação da União Européia, de credenciar apenas uma pequena parte da relação de 2,6 mil propriedades avaliadas pelo Brasil como aptas para exportarem, o Ministério da Agricultura voltou atrás e admitiu que só 600 estão aptas. A nova listagem será submetida à UE e contempla o dobro do número de propriedades pedido pela Europa. O governo admite apenas “pequenas falhas, erros ou detalhes” quanto às propriedades que ficaram de fora.

Algumas das deficiências admitidas pelo ministro são a ausência de documentos sobre a importação de animais, a inexistência de notas fiscais e a falta do número do Cadastro de Pessoa Física (CPF) dos donos de alguns rebanhos.

Como a listagem foi rejeitada pela UE, foram suspensas as exportações de carne brasileira para o mercado europeu desde o dia 1º. Para o Mato Grosso do Sul o efeito prático da suspensão não é direto, já que desde outubro de 2005 o Estado não importa para a Europa por conta dos casos de febre aftosa. Porém, a retirada deste mercado pode aumentar a oferta no mercado interno e reduzir preços de uma forma geral.