Apesar de Mato Grosso do Sul já estar impedido de exportar carne à Europa, junto com São Paulo e Paraná, por questões sanitárias, o presidente da Acrissul (Associação de Criadores de MS), Laucídio Coelho Neto, se manifestou em prol da pecuária nacional, repudiando o fato dos europeus anunciarem hoje (30/01) o embargo à carne brasileira. A União Européia justificou a ação dizendo que o Brasil enviou uma lista de 2.861 propriedades para a certificação, enquanto o numero autorizado pelo mercado era de 300 fazendas.

“Isso me parece barreira comercial. Pretexto para barrarem nosso produto em favorecimento ao deles, o que acredito ser uma prática desleal de comércio”, disse o presidente. Para Laucídio, a União Européia vem complicando cada vez mais a relação com o Brasil quando o assunto é compra de carne.

As exigências excessivas começam pelo novo sistema de rastreabilidade e certificação imposto pela Europa, o Eras, que é muito mais oneroso e trabalhoso do que o antigo Sisbov. Segundo o presidente, o produtor que deseja exportar tem que passar por rigorosas avaliações e certificações que, na maioria das vezes, não dão certo.

Para se ter uma idéia da dificuldade, antes, no Sisbov, cerca de 80 mil propriedades estavam cadastradas. Agora, com o Eras, o número fica em torno dos 10 mil, sendo que cerca de 50% ficam em Mato Grosso do Sul – estado impedido de exportar à União Européia.

Laucídio Coelho acredita que o governo brasileiro deva agir como o ex-ministro da agricultura, Pratini de Moraes, quando o mesmo fato ocorreu em sua gestão. “Devemos reagir à altura e suspender a importação de alguns produtos deles como Pratini fez frente à mesma situação no passado”, disse. Na época o então ministro suspendeu a compra de produtos como vinhos importados da Europa.

A Europa enviará uma missão veterinária no dia 25 de fevereiro ao Brasil, para novas vistorias. Até a conclusão do relatório sobre estas vistorias nenhuma carne bovina brasileira poderá entrar no mercado europeu. O Itamaraty já prevê a interrupção das exportações brasileiras por cerca de dois meses, o que causará grandes prejuízos ao País.

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Apesar de Mato Grosso do Sul já estar impedido de exportar carne à Europa, junto com São Paulo e Paraná, por questões sanitárias, o presidente da Acrissul (Associação de Criadores de MS), Laucídio Coelho Neto, se manifestou em prol da pecuária nacional, repudiando o fato dos europeus anunciarem hoje (30/01) o embargo à carne brasileira. A União Européia justificou a ação dizendo que o Brasil enviou uma lista de 2.861 propriedades para a certificação, enquanto o numero autorizado pelo mercado era de 300 fazendas.

“Isso me parece barreira comercial. Pretexto para barrarem nosso produto em favorecimento ao deles, o que acredito ser uma prática desleal de comércio”, disse o presidente. Para Laucídio, a União Européia vem complicando cada vez mais a relação com o Brasil quando o assunto é compra de carne.

As exigências excessivas começam pelo novo sistema de rastreabilidade e certificação imposto pela Europa, o Eras, que é muito mais oneroso e trabalhoso do que o antigo Sisbov. Segundo o presidente, o produtor que deseja exportar tem que passar por rigorosas avaliações e certificações que, na maioria das vezes, não dão certo.

Para se ter uma idéia da dificuldade, antes, no Sisbov, cerca de 80 mil propriedades estavam cadastradas. Agora, com o Eras, o número fica em torno dos 10 mil, sendo que cerca de 50% ficam em Mato Grosso do Sul – estado impedido de exportar à União Européia.

Laucídio Coelho acredita que o governo brasileiro deva agir como o ex-ministro da agricultura, Pratini de Moraes, quando o mesmo fato ocorreu em sua gestão. “Devemos reagir à altura e suspender a importação de alguns produtos deles como Pratini fez frente à mesma situação no passado”, disse. Na época o então ministro suspendeu a compra de produtos como vinhos importados da Europa.

A Europa enviará uma missão veterinária no dia 25 de fevereiro ao Brasil, para novas vistorias. Até a conclusão do relatório sobre estas vistorias nenhuma carne bovina brasileira poderá entrar no mercado europeu. O Itamaraty já prevê a interrupção das exportações brasileiras por cerca de dois meses, o que causará grandes prejuízos ao País.

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