A Secretaria da Agricultura (Seapa) informou, ontem, que o botulismo deve ser a causa da morte dos 34 bovinos da zona Sul da Capital. Conforme o supervisor substituto da Inspetoria Veterinária e Zootécnica (IVZ) de Porto Alegre, Marcelo Fortes, a informação foi repassada extra-oficialmente pelo diretor da faculdade de Veterinária da Ufrgs, Vladimir Pinheiro. “O material será enviado para Minas Gerais para análise em laboratório referencial em botulismo no país”, adianta. Os resultados finais devem sair em duas semanas. “Este é um diagnóstico de previsão feito com base nas condições epidemiológicas e de higiene do local”, destacou.

Fortes esteve pessoalmente na propriedade de Aroldo Silveira ontem. Acompanhado de técnicos da Seapa, ele alertou o pecuarista sobre as precárias condições em que cria o rebanho. “Havia ratos em meio aos animais doentes e esgoto a céu aberto”, relatou. No entanto, ressalvou que Silveira tem registro de todas as vacinas aplicadas no gado, inclusive por agulha oficial. “Ele será alertado a eliminar fatores de risco de contaminações como carcaças e ossos”, frisou.

O botulismo bovino não é transmitido aos humanos que se alimentarem com o leite ou a carne dos animais doentes nem àqueles que vivem próximos às carcaças jogadas a céu aberto. “A população não deve consumir leite clandestino devido ao risco de transmissão de outras doenças como tuberculose e brucelose”, explica o chefe do Centro de Vigilância em Saúde da Secretaria da Saúde, Francisco Paz.

A Seapa solicitou para o diretor de fomento agropecuária da Smic, Antônio Bertaco, auxílio para a remoção dos restos dos bovinos ainda não enterrados. Técnicos devem retornar à Ponta Grossa, hoje, para acompanhar o caso, já que dois exemplares ainda agonizavam ontem.