Mato Grosso do Sul se reafirmou no ano passado como 11º maior exportador de produtos agropecuários do País, duas posições abaixo da ocupada antes da ocorrência dos focos de febre aftosa em Eldorado, Mundo Novo e Japorã, em outubro de 2005. Até aquele ano a carne bovina vinha reinando na balança comercial do Estado, mas as restrições impostas pelo mercado internacional à exportação do produto fizeram com que o Estado perdesse posição entre os principais exportadores.

A participação de Mato Grosso do Sul nas exportações nacionais foi e 2,44% em 2005. Caiu a 1,77% em 2006, o ano mais difícil, e subiu a 2,04% no fim do ano passado, um desempenho ainda menor que os níveis atingidos antes da aftosa. No ano passado as exportações de soja foram o principal responsável pelo avanço da balança comercial. O complexo soja totalizou US$ 496.232.608 em remessas, salto de 26,51% comparado a 2006.

Alguns mercados já aceitaram a carne do Estado no ano passado e as exportações somaram US$ 304.647.086 contra US$ 194.732.033 em 2006. Ainda assim os negócios estão bem abaixo dos registrados em 2005, de US$ 457.414.723. O governo tenta retirar a barreira do mercado europeu, que é o que melhor paga. Este mês uma missão apresentou dados à OIE (Organização Internacional de Saúde Animal) em Paris, tentando convencer a liberação de Mato Grosso do Sul e outros estados. A resposta deve vir no próximo mês.

Valorizado no mercado internacional, o milho também passou a ser exportado e o preço do grão decolou. De US$ 45.887.318 as exportações de milho passaram a US$ 155.011.676, aumento de 237%. As exportações de couro totalizaram US$ 129.908.900, crescimento de 15%.

Importações – Dentre os exportadores, Mato Grosso do Sul também aparece como 11º n ranking e aumento de 64% nas compras. Os principais produtos adquiridos são justamente os hortícolas e leguminosas, cuja produção o governo do Estado pretende estimular para reduzir essa dependência.

Um produto tradicionalmente importado de Países como Argentina, o trigo custou US$ 9,8 milhões, aumento de 215% por conta principalmente do aumento do preço do produto.