Tecnologia de adubação verde com capacidade para reciclar nutrientes e tornar o solo mais fértil e produtivo foi desenvolvida pela unidade de Agrobiologia da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Emprapa), no Rio de Janeiro. Trata-se de uma prática agrícola que consiste no plantio de espécies, principalmente, as leguminosas que são capazes de substituir os adubos minerais nitrogenados oriundos do petróleo.

O uso de adubo verde reduz, ou até elimina, o uso de fertilizantes minerais nitrogenados, o que representa economia para o produtor, contribuindo para a sustentabilidade da agricultura e garantindo a conservação de recursos naturais. O quilo do fertilizante minerais custa, em média, U$ 1,00. Quando planta uma leguminosa que fixa o nitrogênio, o produtor paga apenas pela primeira leva de sementes e pode reproduzi-las, tornando-se mais independente.

As folhas e raízes das leguminosas são utilizadas como adubo verde. Suas raízes extraem nutrientes de camadas mais profundas do solo. As plantas formam uma cobertura na terra, aumentando o teor de matéria orgânica e contribuindo para a conservação, retenção de água e redução da erosão. A capacidade na escolha das espécies é muito importante, já que em cada região existem plantas com adaptação adequada ao clima, solo e ao sistema de manejo.

Os interessados podem obter mais informações na Embrapa Agrobiologia, por meio do Banco de Dados de Leguminosas. O acesso é gratuito pelo site www.cnpab.embrapa.br. (Dilma Duarte/Embrapa