Técnica permite maximizar a produção de forragem na primavera-verão.

No entanto, trata-se de uma tecnologia cara, o que leva muitos pecuaristas a se perguntarem: os resultados compensam o investimento? Segundo o técnico Athila Martins da Silva, da empresa de consultoria Consulpec, localizada em Uberaba, MG, o investimento tem retorno certo. “Se bem planejada, a adubação nitrogenada permite um aumento expressivo na taxa de lotação, o que proporciona maior lucratividade por unidade de área”, diz ele.

Geralmente as aplicações de nitrogênio são feitas com base apenas no potencial de resposta da planta à adubação, disponível em boletins técnicos. No entanto, segundo Athila, o método é muito é muito genérico e desconsidera um fator primordial: a precipitação de chuvas na região. “Sem umidade, mesmo que se jogue uma tonelada de adubo no solo, ele continuará indisponível para a planta. Portanto, o índice pluviométrico é que determina a resposta de uma pastagem à adição de N”, salienta.

Com o objetivo de aumentar a capacidade de suporte das pastagens e, conseqüentemente, o lucro por área, o engenheiro agrônomo e pecuarista Eduardo Resende Rossi, da Fazenda Chapadão, em Uberaba, MG, decidiu implantar um projeto de adubação nitrogenada baseado nesse conceito.

O resultado financeiro do projeto, elaborado por Athila, foi bastante positivo. Com uma adubação de 320 Kg de uréia/ha durante o verão 2005/2006, época do início dos trabalhos, a propriedade conseguiu recriar 72 machos. Os animais entraram na área com 270 kg e saíram com 362 kg.. Durante os quatro meses de pastejo, o ganho de peso ficou em 770 g/cab/dia, em média. A margem de lucro no primeiro ano do projeto foi de R$ 440/ha.