O aumento no número de frangos abatidos no Estado é consequência dos investimentos feitos por grandes indústrias frigoríficas.

A participação de Mato Grosso no abate de aves no país aumentou de 1,78% para 2,34% entre 2002 e 2006. No ano passado, até setembro, o percentual do Estado subiu para 2,38%, de toda a quantidade de aves abatidas no Brasil. Em 2002, o número de frangos abatidos no país somou 3,108 bilhões e em 2006 saltou para 3,939 bilhões, um aumento de 26,7%. Já nos abatedouros do Estado, o volume passou de 55,434 milhões de cabeças para 92,032 milhões/cabeças (entre 2002 e 2006), uma expansão de 66%. Até o nono mês de 2007, em Mato Grosso 76,663 milhões de aves foram abatidas contra 3,221 bilhões no país. Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Na avaliação do secretário de Indústria, Comércio, Minas e Energia (Sicme), Alexandre Furlan, que comentou sobre assunto durante a apresentação do balanço das ações da pasta nos últimos cinco anos, o aumento no número de frangos abatidos no Estado, é consequência dos investimentos feitos por grandes indústrias frigoríficas, a exemplo da Sadia, em Lucas do Rio Verde, e da Perdigão, em Nova Mutum. Ele explica que estas empresas estão vindo para a região porque por causa da grande produção de grãos (milho e soja), matérias-primas para a ração dos animais.

“Estas indústrias estão saindo da região Sul e vindo para o Centro-Oeste, e Mato Grosso está ganhando porque tem o que eles precisam para produzir, que é o alimento dos animais. Daqui a uma década a expectativa é de pelo menos quadruplicar o percentual de participação do Estado no abate nacional”, diz o secretário ao acrescentar que as condições fitossanitárias também contribuem para a atração destas plantas.

Apesar do desenvolvimento, Furlan lamenta que estas indústrias tenham que buscar mão-de-obra especializada em outros Estados. Mesmo que na avaliação dele o problema seja nacional, o secretário afirma que Mato Grosso deve investir mais na qualificação, firmando parceria com o sistema S (Senai, Senac, Sesi, Sesc) para que em um curto período a região conte com trabalhadores profissionalizados e que possam ser inseridos no mercado de trabalho. Ele exemplifica que em 2007 a secretaria investiu R$ 11 milhões em 52 convênios com o Sebrae, Senai e CDL, para desenvolver a cadeia produtiva de alguns municípios.